Inflação medida pelo IPC-S volta a recuar

Após sete semanas de aceleração, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) voltou a recuar e apresentou alta de 0,42% no indicador do período até 31 de outubro, ante aumento mais intenso, de 0,48%, apurado no índice anterior, de até 22 de setembro. A informação foi divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado hoje ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam resultado entre 0,40% a 0,44%, e acima da média das expectativas (0,41%). Segundo a FGV, o recuo na taxa foi provocado principalmente pelas desacelerações de preços em Habitação (de 0,44% para 0,25%) e Transportes (de 2,22% para 1,88%), na passagem do IPC-S de até 22 de outubro para o indicador de até 31 de outubro. "A desaceleração só não foi maior por conta da elevação da taxa do grupo Alimentação (de -0,11% para +0,14%)", informou a FGV, em comunicado. Dos sete grupos que compõem o índice, cinco apresentaram recuo de preços, no mesmo período. Além dos dois já citados, é o caso de Vestuário (de 0,63% para 0,36%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,51% para 0,38%); e Educação, Leitura e Recreação (de 0,02% para variação zero). Além de Alimentação, o grupo que apresentou aceleração de preços no mesmo período foi o de Despesas Diversas (de 0,11% para 0,18%). Por produtos, as altas de preço mais expressivas no IPC-S foram apuradas em gasolina (3,63%); tarifa de ônibus urbano (1,47%) e tarifa de eletricidade residencial (0,85%). Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em manga (-24,33%); leite tipo longa vida (-2,31%); e limão (-11,45%). A taxa do IPC-S anunciada hoje pela FGV é o mesmo resultado do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de outubro, que será anunciado dentro do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) do mesmo mês. Todo o último IPC-S do mês terá sempre a mesma taxa do IPC-DI de igual mês de referência. Núcleo A FGV anunciou hoje o núcleo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) de até 31 de outubro, que registrou alta de 0,37%. O resultado é superior ao núcleo anterior do mesmo indicador, que apresentou aumento de 0,29%. De acordo com a instituição, é a taxa mais elevada de núcleo nesse indicador no segundo semestre desse ano, período que foi "marcado por resultados anormalmente baixos" nos núcleos de inflação, de acordo com avaliação da fundação, em comunicado. A FGV informou ainda que o núcleo acumula aumentos de 4,37% no ano; e de 5,30% em 12 meses. O núcleo é calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais significativas altas de preço no varejo. A FGV informou que, para cálculo do núcleo do IPC-S de até 31 de outubro, foram retiradas as variações de 35 dos 88 itens que compõem o IPC-S. "Destes 35, 25 registraram variações superiores a 1,08% e nove apresentaram taxas abaixo de -0,20%", disse. O IPC-S de até 31 de outubro anunciado hoje pela FGV é o mesmo resultado do Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI) de outubro, que será anunciado dentro do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) do mesmo mês. Todo o último IPC-S do mês terá sempre a mesma taxa do IPC-DI de igual mês de referência. Portanto, o núcleo do IPC-S, divulgado hoje, também é igual ao núcleo do IPC-DI de outubro, que será anunciado também dentro do IGP-DI, no dia 7 de novembro.

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