Inflação medida pelo IPCA fecha 2004 em 7,6%

A inflação medida pelo IPCA acumulou alta de 7,6% em 2004, abaixo do teto da meta, de 8%, definida pelo governo. Em dezembro, o índice ficou em 0,86 ante 0,69% em novembro, resultado acima das previsões dos analistas, que esperavam variação entre 0,75% e 0,83%. A principal pressão sobre a inflação em 2004 foi dada pelo grupo de Comunicação, com aumento de 13,91%, pressionado especialmente pelo telefone fixo (14,76%). Segundo o documento de divulgação do IBGE a inflação em 2004 foi pressionada especialmente pela alta dos preços internacionais do petróleo; alta substancial nos preços da cana-de-açúcar; alta expressiva de insumos metálicos, como o aço; derivados de petróleo; e, ainda, alta nas tarifas de serviços públicos importantes, como energia elétrica e telefone fixo. A menor pressão sobre a taxa anual foi dada pelo grupo de Alimentação e Bebidas, que apresentou a menor variação (3,86%) por causa da boa oferta de produtos agrícolas e da influência do câmbio apreciado sobre alguns itens alimentícios. O INPC de 2004 acumulou alta de 6,13%. DezembroEm dezembro, os combustíveis exerceram a maior pressão sobre o IPCA pelo terceiro mês consecutivo. A gasolina subiu 5,06% em dezembro e foi o principal impacto individual com contribuição de 0,21 ponto porcentual no resultado do índice. O álcool combustível teve aumento de 2,81% e já subiu 20,36% no último trimestre de 2004. As tarifas de ônibus urbanos subiram 1,60% e a taxa de água e esgoto aumentou 1,79% em dezembro. O grupo de Alimentação e Bebidas subiu 0,65% no mês, pressionado especialmente pelas carnes (3,55%), que foram o segundo mais impacto individual para o IPCA, com 0,10% pp. O INPC registrou variação de 0,86% em dezembro ante 0,44% em novembro.

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