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Inflação menor eleva volumes do varejo

Em julho, o comércio varejista cresceu 1,9% em relação a junho, com ajuste sazonal. O ótimo resultado, acima tanto das expectativas do mercado (0,2%) quanto da nossa (0,7%), deve-se, em grande parte, à inflação mais baixa.

ANÁLISE: Thaís Marzola Zara*, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2013 | 02h12

O grupo hipermercados, supermercados, alimentos e bebidas deu grande ajuda ao dado. Na comparação interanual, a elevada taxa de 6% pode ser creditada, em parte, a mais dias úteis em julho.

O que vale notar mesmo é que a variação acumulada em 12 meses praticamente parou de cair, vindo de 5,5% em junho para 5,4%, numa trajetória de recuo mais moderada - havia atingido 8,6% em novembro do ano passado, caindo desde então.

Não obstante, a variação acumulada em 12 meses da receita nominal foi muito próxima nesses meses: em outubro de 2012, havia sido de 12%, menor que a de agora (12,2%). Ou seja: a grande melhora do volume do comércio veio, mesmo, da inflação mais baixa.

Nenhuma boa notícia, então, no dado de ontem? Não é bem assim. Na margem, apenas dois segmentos (combustíveis e veículos) recuaram, o que é um bom indício. Com o mercado de trabalho estável, inadimplência em queda, algum aumento de confiança após os dados do PIB e inflação em queda até o fim do ano, as perspectivas para o comércio não são das mais sombrias. Resta-nos acompanhar o ajuste corrente nos estoques, que se encontram mais elevados em alguns segmentos.  

 

* É economista-chefe da Rosenberg Associados

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