Tiago Queiroz/Estadão
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Inflação menor em setembro faz subir aposta em corte de juros já este mês

Com IPCA abaixo das previsões dos analistas, mercado discute agora se redução na Selic será de 0,25 ou de 0,5 ponto porcentual na próxima reunião do Copom, que acontece nos próximos dias 18 e 19

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 23h25

RIO - O resultado da inflação de setembro, que foi o menor para o mês desde 1998, somado às expectativas positivas para a área fiscal, reforçou as apostas de economistas em relação a um corte na taxa de juros (Selic) no próximo dia 19, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, embora não haja consenso em relação à magnitude do corte, se de 0,25 ou 0,5 ponto porcentual. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano.

Heron do Carmo, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (FEA-USP), lembrou que a última ata do Copom citava o arrefecimento dos preços dos alimentos como uma das condições necessárias para um corte nos juros. “Ajoelhou, tem que rezar”, disse.

Embora a inflação ainda esteja mostrando mais resistência que o estimado no início do ano, o cenário para os preços no curto e médio prazo é positivo. A perspectiva para a safra de alimentos em 2017 é favorável, enquanto o BC tem feito um bom trabalho na ancoragem das expectativas, disse Maria Andréia Lameiras, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “E ainda teremos em 2017 um mercado de trabalho ruim tanto para o emprego quanto para os salários. Isso vai ajudar a manter a inflação sob controle também.”

A taxa acumulada em 12 meses pelo IPCA saiu de 8,97% em agosto para 8,48% em setembro, o menor patamar desde maio de 2015, mas ainda muito acima do centro da meta estipulada pelo governo, de 4,5%.

“Neste ano, especificamente, a inflação foi muito pressionada pelos preços dos alimentos, por causa do choque de oferta com os problemas climáticos, e pela depreciação cambial. Então, o que se vê no IPCA em setembro é um efeito amenizado tanto do choque de oferta quanto do câmbio”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. / COLABOROU FRANCISCO CARLOS DE ASSIS

 

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