Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Inflação: Mercado financeiro reduz projeção de alta em 2022, mas eleva estimativa de 2023

Mesmo reduzindo a projeção para este ano, a estimativa se mantém acima do teto da meta estimada em 5%

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2022 | 09h53

BRASÍLIA - As projeções para a inflação deste ano seguiram perdendo fôlego na última semana, enquanto as estimativas para 2023, foco atual da política monetária, continuam se distanciando do teto da meta para o próximo ano. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 11, a projeção para o IPCA de 2022 passou de 7,96% para 7,67%, enquanto a estimativa de 2023 subiu de 5,01% para 5,09%. Há um mês, as estimativas eram de 8,50% e 4,70%, respectivamente.

Mesmo com a redução nas projeções para este ano, a estimativa continua muito acima do teto da meta (5%), configurando o segundo ano consecutivo de rompimento do mandato principal do Banco Central. Para o IPCA de 2023, que está subindo há 14 semanas, a expectativa atual da Focus também está acima do teto de 4,75%. 

No Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, o BC indicou que mira algo mais próximo do centro da meta do que sua projeção atual para 2023 (4,0%).

No Copom do mês passado, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 8,8% em 2022, 4% em 2023 e 2,7% para 2024. 

No relatório divulgado nesta segunda, 11, a projeção para a Selic - a taxa básica de juros - no fim deste ano ficou estável em 13,75% ao ano. Hoje, a taxa está em 13,25% ao ano.

Para 2023, os economistas do mercado financeiro também mantiveram a projeção para a Selic no fim de 2023 em 10,50%.

Em relação ao PIB, o Focus aponta um novo aumento na previsão mediana para este ano, de 1,51% para 1,59%. Há um mês, a estimativa era de 1,42%. Já a estimativa para a expansão do PIB em 2023 permaneceu em 0,50%, ante 0,55% de quatro semanas atrás. 

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