Inflação: meta pode estar comprometida

A meta de 6% da inflação, estabelecida para este ano, poderá não ser cumprida, reconheceu ontem o ministro da Fazenda, Pedro Malan. Para ele, não se deve observar eventos como geada, seca ou enchentes no mês seguinte, porque a contaminação dos preços é temporária. Não há pressão de demanda, acrescentou. "É preciso olhar mais adiante."O Brasil, segundo o ministro, é o único país que adota o sistema de metas de inflação sem ter criado índice próprio para a eliminação de fatores sazonais ou extraordinários, ou seja, referentes a determinada época do ano. "Aqui não há expurgo", declarou. Flutuações de preços, como ocorre hoje com os combustíveis, não são excluídos do cálculo e sabemos que os seus efeitos tendem a desaparecer. O alvo, segundo afirmou, é alcançado com base no Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA). "Não vamos abrir mão de preservar a inflação, porque isso é essencial para a manutenção do crescimento econômico."

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