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Inflação mostra tendência de desaceleração no 2º semestre

Índices de julho e prévias de agosto mostram arrefecimento nos preços, com ajuda de queda dos alimentos

Reuters,

20 de agosto de 2008 | 09h36

A inflação ao consumidor brasileiro manteve-se em desaceleração, enquanto os preços no atacado aceleraram o ritmo de queda em meados de agosto, consolidando o cenário de arrefecimento dos preços no segundo semestre após o pico da primeira metade do ano.   Veja também: IGP-M tem deflação na 2ª prévia e é o menor desde 2006 Inflação em São Paulo perde força em prévia, aponta IPC-Fipe Como investir seu dinheiro no período de inflação  De olho na inflação, preço por preço  Entenda os principais índices  Entenda a crise dos alimentos    Analistas dizem que se essa tendência continuar, o Banco Central poderá reduzir o ritmo da alta do juro, mas não ainda em setembro, já que só a partir da reunião seguinte, em outubro, a autoridade monetária terá também dados de atividade do segundo semestre que, segundo as expectativas, devem mostrar desaceleração.   Os preços começaram a desacelerar em julho, como mostraram os índices referentes ao mês divulgados recentemente. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, utilizado para balizar as metas de inflação do governo -, por exemplo, caiu para 0,53% no mês passado, ante alta de 0,74% em junho.   Além do IPCA, os outros índices cheios de julho também vieram menores e o movimento prossegue nas prévias de agosto, como as do IGP-M e IPC-Fipe. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 20, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,34% na segunda quadrissemana de agosto, seguindo a alta de 0,38% na primeira leitura do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).   O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,12% na segunda leitura de agosto, ante alta de 1,79% no mesmo período de julho, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O valor é o menor desde abril de 2006.   Nos índices cheios, o IPC-Fipe em julho ficou em 0,45%, menos da metade da taxa apurada em junho, de 0,96%. O IGP-M em julho subiu 1,76%, em comparação com a alta de 1,98% em junho. Já o IGP-DI subiu 1,12% em julho, ante 1,89% no mês anterior.   "Em termos de inflação, os indicadores da semana mostram a continuidade do processo de desaceleração por conta principalmente do arrefecimento dos preços dos alimentos", disse em nota Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.   Alimentos em queda   Em São Paulo, segundo a Fipe, os preços do grupo Alimentação - principal responsável pelo repique da inflação nos últimos meses - tiveram alta de 0,26% na segunda quadrissemana de agosto, uma forte desaceleração frente ao avanço de 0,69% da primeira leitura do mês.   No IGP-M, os preços no varejo desaceleraram a alta para 0,21%, enquanto no atacado os preços registraram uma queda de 0,44%. No atacado, o alívio veio dos produtos agrícolas, que acumulam salto de 8% no ano, mas caíram fortes 3,86% na segunda leitura de agosto.   Todas as cinco maiores influências negativas no atacado vieram dos alimentos: soja em grão, tomate, milho em grão, trigo em grão e leite in natura. O mesmo ocorreu no varejo, com os recuos de tomate, batata-inglesa, melão, beterraba e leite longa vida. No IGP-M, o grupo Alimentação no varejo teve deflação, de 0,34%.   A semana reserva mais um dado de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que serve como uma prévia do IPCA do mês, o índice de referência para o sistema de metas. A divulgação será na sexta-feira.   "O destaque da semana fica com o IPCA-15 de agosto, que deve registrar inflação de 0,37%, o que representará mais uma importante desaceleração do indicador na margem (ante 0,63% em julho)", acrescentou Miriam.

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