Inflação na China desacelera para 1,5% em janeiro

Concessão de crédito vai a US$ 203,4 bi no mês e supera total de dezembro

Agência Estado,

11 de fevereiro de 2010 | 06h50

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China subiu 1,5% no mês de janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, desacelerando da alta de 1,9% registrada em dezembro, conforme dados divulgados pelo governo nesta quinta-feira.

Janeiro foi o terceiro mês consecutivo de alta no CPI. A média das estimativas dos economistas consultados pela Dow Jones era de um aumento de 2%.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) teve alta de 4,3% em janeiro sobre o mesmo mês do ano passado, contra um aumento de 1,7% registrado em dezembro - o primeiro depois de 12 meses de declínio. A média das estimativas era de uma aumento de 3,5%.

 

Instituições concedem US$ 203,4 bi em novos empréstimos

 

As instituições financeiras da China concederam em janeiro o equivalente a 1,39 trilhão de yuans (US$ 203,457 bilhões) em novos empréstimos. Além do enorme total para o mês como um todo, os dados também indicaram que a concessão de crédito diminuiu fortemente nas últimas duas semanas do mês, depois que os bancos puseram um freio na concessão de empréstimos a pedido dos órgãos reguladores.

 

O número informado pelo Banco do Povo da China (PBOC na sigla em inglês, banco central) para o mês de janeiro é muito maior do que os 379,8 bilhões de yuans em empréstimos concedidos em dezembro.

Economistas consultados pela Dow Jones esperavam um total de 1,425 trilhão de yuans em novos empréstimos no mês de janeiro.

 

Os dados mostraram ainda que a medida mais ampla da oferta monetária da China, ou M2, aumentou 25,98% no fim de janeiro em relação a um ano antes, em linha com a previsão média de 25,8% de 15 economistas consultados pela Dow Jones e abaixo do aumento de 27,68% apurado no fim de dezembro. As informações são da Dow Jones.

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