Inflação na China sobe 4,6% em dezembro, diz site

Segundo site de emissora de TV chinesa, PIB do país cresceu 10,3% em 2010

19 de janeiro de 2011 | 08h17

A inflação ao consumidor da China se desacelerou em dezembro, com alta de 4,6% em relação ao mesmo mês de 2009. Já a economia do país cresceu 10,3% em 2010. Os dados foram divulgados pela TV Phoenix, de Hong Kong, no site da emissora, que não citou fontes.

Se confirmada, essa taxa de inflação ficaria ligeiramente abaixo das estimativas dos economistas, ao passo que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superaria as previsões. Numa pesquisa da Dow Jones com 13 economistas, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) foi projetado em 4,7%, abaixo dos 5,1% de novembro, que foi a maior taxa de inflação em mais de dois anos.

Mesmo que os dados vazados estejam corretos, eles não devem alterar as expectativas de mais aperto na política monetária. De maneira geral, os economistas esperam que a inflação tenha diminuído em dezembro, como consequência de uma queda nos preços de alguns vegetais básicos. Mas muitos economistas alertam que os riscos de alta da inflação permanecem e que o clima frio e a forte demanda durante o feriado do Ano Novo Lunar, em fevereiro, podem fazer os preços dos alimentos voltarem a subir no primeiro trimestre.

O crescimento de 10,3% no PIB chinês em 2010, conforme a informação divulgada pelo website da TV Phoenix, ficaria acima da estimativa de 10,1% segundo o consenso da pesquisa da Dow Jones, sugerindo que o crescimento chinês no quarto trimestre pode ter ficado bem acima da expectativa, de 9,2%.

O CPI do ano cheio ficou em 3,3%, de acordo com a emissora. Embora esse dado ultrapasse a meta anual do governo chinês, de cerca de 3%, ainda está em linha com as expectativas do mercado. O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no atacado e serve como uma prévia da inflação futura, teve alta de 5,9% no ano passado, diz a reportagem do website.

O texto afirma que funcionários não identificados do banco central disseram que os dados vazaram, mas não atribui o vazamento diretamente a esses funcionários. Os números serão divulgados oficialmente pelo Escritório Nacional de Estatísticas à 0h desta quinta-feira (horário de Brasília). As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.