Estadão
Estadão

Inflação 'na internet' acumula alta de mais de 7% no ano

Indicador que apura o movimento dos preços no comércio eletrônico apresentou queda em julho, puxada por medicamentos e brinquedos, mas avanço em um ano é de 11,69%

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2016 | 17h23

O índice de preços na internet, conhecido como e-flation e calculado pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar), em parceria com o Programa de Administração de Varejo (Provar), acumula alta de 7,18% nos sete primeiros meses deste ano, o que equivale a um aumento de 3,86 ponto porcentual em relação a igual período do ano anterior (3,32%). No resultado acumulado em 12 meses, a inflação na internet ficou em 11,69%.

Em julho, o indicador apresentou queda de 0,22%. O resultado representa uma desaceleração em relação ao registrado em junho, quando houve deflação de 0,69%.

Das dez categorias pesquisadas, seis apresentaram queda na margem: Brinquedos (-3,77%), Cine e Fotos (-1,69%), Eletrodomésticos (-1,54%), Medicamentos (-3,80%), Perfumes e Cosméticos (-0,17%) e Telefonia e Celulares (-0,52%). As demais categorias contabilizaram aumento: CDs e DVDs (1,06%), Eletroeletrônicos (0,65%), Informática (2,31%) e Livros (3,94%).

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no País, acumula alta de 4,96% no ano. Em doze meses, o avanço é de 8,74%, segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).

O e-flation foi criado em 2004 pelo Provar com o intuito de monitorar a variação dos preços de produtos de consumo comprados por meio do comércio eletrônico. Para cálculo dos pesos de cada categoria, são utilizados dados emitidos pela empresa de avaliação de comércio eletrônico e-bit.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.