Inflação na zona do euro fica estável, desemprego tem nova máxima

A inflação na zona do euro permaneceu estável em julho pelo terceiro mês seguido, dando pouco conforto aos consumidores diante do crescente número de pessoas sem trabalho.

Reuters

31 de julho de 2012 | 07h43

Os preços aos consumidores nos 17 países que usam o euro subiram 2,4 por cento em julho na base anual, informou nesta terça-feira o escritório de estatísticas Eurostat, mantendo o nível alcançando pela primeira vez em maio, quando o petróleo tipo Brent caiu com força.

A expectativa é de que a inflação fique em linha com a meta do Banco Central Europeu (BCE) --de pouco menos de 2 por cento-- até o fim do ano. O presidente do BCE, Mario Draghi, afirmou neste mês que a taxa está se desacelerando mais rápido do que o previsto.

Isso permitiu ao BCE cortar sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para a mínima recorde de 0,75 por cento, e sua taxa de depósito para zero neste mês.

O Brent está de volta à marca de 105 dólares por barril depois de ter atingido 90 dólares no fim de junho; os preços do petróleo continuam a sofrer influência das preocupações com o fornecimento do Irã, que recebeu sanções.

Economistas consultados pela Reuters esperavam uma inflação de 2,4 por cento em julho para a zona do euro, mas preços ao consumidor estáveis em vez de decrescentes não são uma notícia tão boa para os europeus, que enfrentam o que deve ser a segunda recessão no bloco em apenas três anos.

Mais 123 mil pessoas ficaram sem trabalho na zona do euro em junho, informou o Eurostat, colocando a taxa de desemprego em 11,2 por cento da população que trabalha, uma nova máxima da era do euro.

Esse número foi o mesmo de maio, depois de o Eurostat revisar para cima o dado para aquele mês, ante leitura anterior de 11,1 por cento.

Mas o número também mostrou amplas divergências, com um desemprego de 4,5 por cento na Áustria e de 24,8 por cento na Espanha, o maior nível do bloco.

(Reportagem de Robin Emmott)

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