Inflação no Japão completa 48 meses em queda

O índice de preços ao consumidor no Japão completou, em setembro, 48 meses seguidos de declínios, refletindo as dificuldades das empresas em reajustarem suas margens diante da demanda arrefecida no país. O índice de preços caiu 0,1% em setembro, ante o mesmo mês de 2002, confirmando o prognóstico dos analistas. O Banco Central Japonês (BOJ) utiliza este índice como seu principal indicador de preços. Diante deste cenário, os representantes da instituição votaram, por unanimidade, manter a política monetária inalterada, conforme previsto. A decisão segue-se à flexibilização definida na reunião realizada nos dias 9 e 10 de outubro, quando o BC japonês elevou o teto de sua meta de liquidez (volume de moedas em circulação) em 2 trilhões de ienes, para 32 trilhões de ienes. Na nota divulgada após o anúncio da decisão, o BOJ disse que "havendo risco de instabilidade no mercado financeiro, como aumento na demanda por liquidez, o banco oferecerá liquidez acima da meta". Crescimento econômicoAs autoridades monetárias do Banco Central do Japão elevaram sua avaliação para a perspectiva de crescimento da economia, mas disseram que a recuperação não será suficiente para frear a queda nos preços, indicando que as taxas de juro seguirão em queda por mais um ano. "Olhando para a frente, a economia do Japão deve ganhar impulso para recuperação no segundo semestre do ano fiscal de 2003", que se encerra em 31 de março do próximo ano, disse o BOJ em seu relatório sobre perspectiva econômica e de risco. Os nove membros do Comitê de Política Monetária do BOJ prevêem crescimento econômico entre 2,0% a 2,8% no próximo ano fiscal. Desemprego inalteradoA taxa de desemprego no Japão permaneceu em 5,1% em setembro, mesmo nível de agosto, confirmando os prognósticos dos analistas. As informações são da Dow Jones.

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