Inflação no Reino Unido é a maior desde janeiro de 1997

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu em maio mais de 3% no Reino Unido pela segunda vez desde que o Banco da Inglaterra (BoE, banco central do país) ganhou independência para estabelecer as taxas de juro, levando o presidente da instituição a escrever uma carta para explicar o fato nesta terça-feira.O CPI saltou 3,3% em maio em comparação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas, superando a meta de 2% do BoE. A variação também ficou acima do que esperavam os economistas consultados pela Dow Jones, de alta de 3,1%. Em abril, o CPI avançou 3%, em base anual.A taxa superou 3% anteriormente em março de 2007, quando subiu para 3,1%. A elevação anual de 3,3% é a maior desde que a série foi iniciada em janeiro de 1997. Em comparação a abril, os preços subiram 0,6% em maio, abaixo da alta de 0,8% de abril em relação a março. Economistas esperavam alta mensal de 0,4% do CPI.O presidente do banco central é obrigado a divulgar uma carta explicativa ao ministro das Finanças toda vez que a inflação anual supera a taxa de 3%. Na carta, o presidente do Banco Central inglês, Mervyn King, disse que o comitê de política monetária pretende trazer a taxa de inflação para a meta de 2% da instituição nos próximos dois anos.Inicialmente a libra esterlina reagiu em alta, mas depois cedeu com preocupações com as condições da economia britânica, que enfrenta, paralelamente à alta dos preços, desaceleração. Às 7h20 (de Brasília), a libra esterlina subia 0,23% para US$ 1,95124.O componente que mais influenciou o índice foi o de alimentos e bebidas não alcoólicas, categoria em que os preços avançaram 7,8%, em base anual, em maio. Os preços dos alimentos, isoladamente, saltaram 8,7%. Os preços da eletricidade, do gás e dos combustíveis acelerou 11,2% em maio, em base anual.O núcleo do CPI, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, subiu 0,3% em maio, em base mensal, e 1,5%, em base anual. Em abril, o núcleo avançou 0,5% e 1,4%, respectivamente. Economistas previam alta anual de 1,5% do núcleo. As informações são da Dow Jones.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

17 de junho de 2008 | 07h54

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