Inflação no varejo em SP foi de 0,87% em setembro

Os preços no varejo da região metropolitana de São Paulo voltaram a subir em setembro. Os motivos foram a sazonalidade do período, que motivou uma alta de bens semiduráveis e não-duráveis, mais precisamente os alimentos. A variação do Índice de Preços do Varejo (IPV) medido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) subiu 0,87% no mês passado, após elevação de 0,27% em agosto. No ano, o IPV acumula uma variação de 10,94%. No grupo dos semiduráveis (1,84%), os aumentos foram motivados pela entrada das novas coleções de vestuário, tecidos e calçados. Este último item, por exemplo, subiu 5,43%. Em não-duráveis (1,37%), foram os alimentos que puxaram a valorização, com +1,83%, após três meses de recuo. O motivo foi a entressafra de diversos produtos agrícolas. Já os produtos de higiene tiveram a primeira queda desde março de 2002, de 0,36%. O comércio de bens duráveis foi o único que na média registrou reduções de preços (-0,95%), motivadas principalmente pelos eletrodomésticos. Mas os móveis e decorações também caíram, após vários meses em alta, o que garantiu uma valorização acumulada de preços no ano de 24%, inferior apenas à dos calçados (39,4%) e das autopeças (44,92%).No comércio automotivo (0,11%), é justamente este item que vem puxando os porcentuais do grupo. Em setembro foi de 6,46%. De acordo com a assessoria econômica da Fecomercio, como as concessionárias e a indústria não conseguem aumentar os preços dos carros, eles estariam compensando a perda com peças de reposição. As lojas de materiais de construção reajustaram os preços em 0,63% na média.

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