Inflação no varejo paulista cai de 1,27% para 1,12%

Os preços cobrados na rede varejista de São Paulo subiram 1,12% na segunda quadrissemana de julho, segundo o Índice de Preços ao Varejo (IPV) calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). Na primeira quadrissemana a alta havia sido de 1,27%. No ano, o IPV acumula uma alta de 5,73% e nos últimos 12 meses, alta de 8,02%.Segundo o economista Fábio Pina, a pressão veio do bens duráveis, que aumentaram 1,21% contra 0,10% na prévia anterior. Destaques para os preços dos eletrodomésticos, que registraram uma queda de 0,81% e agora ficaram estáveis na segunda quadrissemana e dos móveis e decorações, que saíram de uma alta de 2,60% para 4,55%. "Olho com atenção para os bens duráveis por causa do peso que eles têm no orçamento das famílias", afirma o economista da Fecomercio. Os semiduráveis fecharam a segunda quadrissemana em 2,42% contra uma alta de 3,05% na primeira prévia. Os não duráveis recuaram de 1,43% para 1,33%. O grupo comércio automotivo mostrou uma baixa de 2,30%, uma queda superior à de 0,93% na quadrissemana anterior. O segmento de materiais de construção saiu de uma variação de 0,02% para uma queda de 1,03%. O economista Fábio Pina espera que o IPV feche o ano com uma alta acima de 7%. "O nosso índice deverá fechar acima dos 7% projetada para o IPCA porque ele não contabiliza o setor de serviços", disse. Para ele, como alta dos preços está disseminada "a política monetária não tem chances de ser afrouxada".

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