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Inflação no varejo sobe 0,61% na 3ª quadrissemana de maio

O Índice de Preços no Varejo (IPV) calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) avançou para 0,61% na terceira quadrissemana de maio. Esta é a maior taxa em uma quadrissemana desde o segundo levantamento de abril, quando atingiu variação de 0,62%. Desde então, o IPV tem registrado apenas deflação: -0,21% na terceira quadrissemana de abril; -0,27% na quarta; -0,44% na primeira de maio e de -0,19% no último levantamento. Mesmo assim, o IPV acumula alta de 3,26% no ano e de 5,26% em 12 meses.O item vestuário foi o principal responsável pelo avanço dos preços praticados no comércio de São Paulo, segundo destacou o gerente da assessoria econômica da Fecomercio, Oiram Corrêa. Na segunda quadrissemana do mês, este segmento havia registrado deflação de 1,24% ante alta de 2,96% agora, uma diferença de 4,20 pontos porcentuais para cima."Este é um movimento totalmente natural e sazonal, em função da substituição dos produtos comercializados com a chegada do frio", disse Corrêa. Ele salientou que, até então, os comerciantes ainda vendiam peças da coleção antiga para desovar estoques e levantar capital de giro.Mesmo com o comportamento deste item, o grupo Semiduráveis subiu 0,68% com a colaboração de porcentuais negativos dos itens tecidos (2,67%) e calçados (4,23%). O grupo Materiais de Construção foi o que apresentou maior variação, de 2,23% no período, mas registrou uma elevação praticamente igual à da pesquisa anterior (2,32%). No ano, o setor já acumula alta de 11,24% e, em 12 meses, de 19,38%.Normalidade nos demais setoresA inflação do grupo Não-Duráveis subiu 1,06% na quadrissemana, influenciado pelos produtos farmacêuticos (9,18%), de limpeza doméstica (1,09%) e de alimentos (0,43%). O item produtos de higiene recuou 0,20%. A forte alta dos produtos farmacêuticos deve-se ainda, de acordo com o gerente da Fecomercio, à elevação de preços dos medicamentos autorizada pelo governo no mês passado. Desde então, a inflação deste segmento tem sido mais elevada do que a média dos demais itens pesquisados pela Federação.O Comércio de Automotivos registrou elevação de 0,95% com a contribuição dos preços das autopeças (3,87%) e dos veículos novos (0,40%). Apenas o grupo Duráveis teve deflação no período, de 0,82%, com recuo dos preços dos eletrodomésticos (-1,29%) e leve alta de móveis decorações (0,13%).

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