Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Inflação nos EUA surpreende e mercado reage

A surpreendente alta do núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos registrada em janeiro, a maior dos últimos seis anos, mexeu com os mercados internacionais. O núcleo, que exclui energia e alimentos, subiu 0,8%, quatro vezes mais que o previsto (0,2%), puxado pelo custos mais elevados de cigarros e bebidas alcoólicas. A taxa cheia do PPI ficou em 0,3%, exatamente dentro do previsto.O resultado da inflação nos Estados Unidos reafirma uma posição de cautela verificada desde a última quarta-feira, quando o presidente do Fed (banco central norte-americano), Alan Greenspan, fez seu pronunciamento no Congresso dos EUA. Ele reforçou seu compromisso com a política de alta gradual nas taxas de juro. O primeiro impacto foi a alta dos juros dos títulos norte-americanos. O juro do título de 10 anos chegou a superar a taxa de 4,27%. No Brasil, o Ibovespa - índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo - oscilou durante a manhã de hoje. No patamar mínimo durante a manhã, o Ibovespa caiu 0,81% e na máxima subiu 0,35%. Ontem, o Índice rompeu os 27 mil pontos, batendo o quarto recorde do ano No mercado cambial, depois de abrir em alta e atingir máxima de R$ 2,5670 (alta de 0,16%), a moeda norte-americana chegou à mínima de R$ 2,5510 (queda de 0,47%). Ao final da manhã, valia R$ 2,5610 (queda da 0,08%). O dólar não conseguiu sustentar a alta frente ao real. Isso porque, com juros mais altos no Brasil, o investidores tendem a direcionar dólares para o mercado interno, favorecendo a queda da moeda norte-americana.

Agencia Estado,

18 de fevereiro de 2005 | 14h54

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