Inflação nos países desenvolvidos desacelera pelo 4º mês consecutivo

Trata-se do menor avanço desde o fim de 2010, o que abre espaço para os principais bancos adotarem medidas adicionais de estímulo à economia 

Andréia Lago, da Agência Estado,

31 de julho de 2012 | 13h54

LONDRES - A inflação anualizada nos países desenvolvidos recuou pelo quarto mês consecutivo em junho e registrou a menor alta desde o fim de 2010, abrindo caminho para que os principais bancos centrais adotem medidas adicionais de estímulo para impulsionar o crescimento econômico. A queda nos preços foi liderada pelo recuo nos preços de energia.

O índice de preços ao consumidor apurado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) subiu 2,0% nos 12 meses terminados em junho nos 34 países que fazem parte do bloco, uma ligeira desaceleração em relação à variação de 2,1% acumulada nos 12 meses até maio. Esse é o menor índice de inflação nos países que compõem a OCDE desde o fim de 2010.

Os preços de energia subiram 1,4% em 12 meses até junho, mostrando forte desaceleração em comparação com a alta de 2,0% acumulada até maio. Foi a menor alta nos preços de energia em 12 meses desde outubro de 2009.

Em comparação, os preços de alimentos subiram mais acentuadamente em junho, com alta anualizada de 2,8%, acima da variação de 2,6% acumulada até maio. Excluindo preços de energia e alimentos, a inflação na OCDE desacelerou de 1,9% em maio para 1,8% em junho.

A maior inflação entre os países do bloco é a da Turquia, que acumula alta de 8,9% em 12 meses até junho, enquanto a Suíça teve o menor índice de inflação do grupo, com alta de 1,1% no mesmo mês.

A inflação também recuou em várias grandes economias em desenvolvimento, mais significativamente na China, mas também na África do Sul e no Brasil, informou a OCDE. As informações são da Dow Jones. 

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