Inflação oficial fica estável em julho e volta para o teto da meta

Depois de ter estourado o limite máximo em junho, IPCA em 12 meses voltou a ficar em 6,5%; em julho, inflação avançou 0,01%

Economia & Negócios

08 de agosto de 2014 | 09h00

A inflação oficial do País ficou praticamente estável em julho, registrando alta de apenas 0,01%. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses voltou para o teto da meta, de 6,5%. Em junho, o IPCA havia estourado o teto, fechando em 6,52%.

A variação de julho é a menor taxa desde 2010, quando se registrou 0,01% em julho daquele ano e 0% em junho. No ano, a inflação acumula alta de 3,76%.

O IPCA foi divulgado pelo Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de uma taxa de 0,03% a 0,17%, com mediana de 0,09%. Em 12 meses, a projeção ia de alta de 6,52% a 6,65%, com mediana de 6,58%.

Grupos. A desaceleração da inflação em julho foi fortemente influenciada pelos grupos Transportes, que registrou queda e 0,98% contra alta de 0,37% em junho, e Despesas Pessoais, que passou de 1,57% em junho para 0,12% no mês passado. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram queda.

Dentro de Transportes, o item passagens aéreas caiu 26,86% e liderou os principais impactos para baixo, com -0,14 ponto percentual. Outros itens que apresentaram queda no mês foram etanol (-1,55%), pneu (-1,01%), gasolina (-0,80%), lubrificação e lavagem (-0,67%), conserto de automóvel (-0,54%), acessórios e peças (-0,40%), automóvel novo (-0,29%), motocicleta (-0,14%) e automóvel usado (-0,09%).

Nas Despesas Pessoais foram os hotéis que se destacaram, mais baratos em 7,65% após a alta de 25,33% de junho, quando os preços foram influenciados pela abertura da Copa do Mundo no Brasil. Outro serviço que teve redução de preços foi cabeleireiro, que passou de alta de 0,47% para queda de 0,08%. 

Baixa renda. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - que mede a inflação de famílias que ganham entre um e cinco salários mínimos, ou seja, a variação de preços na baixa renda - subiu 0,13% em julho, após ter registrado alta de 0,26% em junho. Com o resultado, o índice acumulou uma alta de 3,92% no ano e de 6,33% em 12 meses. 

(Com informações da Agência Estado)

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