Inflação oficial na Argentina foi de 1,1% em março

O governo da presidente Cristina Kirchner anunciou hoje, por intermédio do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), que a inflação de março na Argentina foi de 1,1%. O índice é rejeitado por economistas independentes, empresários e associações de consumidores, que calculam que a inflação do mês passado - empurrada pelo desabastecimento de alimentos provocado pelo locaute sem precedentes realizado pelo setor agropecuário - teria estado entre 3% e 4%. Desta forma, seria o maior índice de inflação da última meia década. A disparada da alta de preços - o maior pesadelo do governo Cristina - está colocando a Argentina no ranking dos países com maiores índices inflacionários no mundo.A escalada de preços no mês passado foi empurrada pelo desabastecimento de produtos alimentícios provocada pela paralisação dos agricultores, que realizaram um locaute sem precedentes de 21 dias. Alguns produtos, como a batata, registraram aumentos de até 200% no meio do desabastecimento. Os diversos cortes de carne bovina tiveram altas de 60% a 100%. Desta forma, segundo o governo, a inflação acumulada do primeiro trimestre foi de 2,5%. No entanto, analistas da consultoria Ecolatina calculam que teria sido de 6,8%. O índice do Indec perdeu credibilidade por causa da polêmica intervenção que o governo federal realiza há 14 meses.

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