Inflação para classe média de SP cai 0,16% em fevereiro

O Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), calculado pela Ordem dos Economistas de São Paulo, fechou o mês passado com uma ligeira deflação de 0,16%, ante uma taxa positiva de 0,64% em janeiro. Além de comprovar a perda de ímpeto nos reajustes dos preços, conforme detectaram o IPC-Fipe (0,19%) e ICV-Dieese (-0,18%), o índice da Ordem mostrou a menor variação desde julho de 2003, quando o ICVM registrou uma taxa negativa de 0,42%. O economista responsável pelo ICVM, Peter Greiner, atribui à queda da inflação, em grande parte, a redução de 10,75% no preço do álcool combustível. Em conseqüência, o preço do litro da gasolina caiu 0,68%. Em função disso, o grupo Transportes como um todo encerrou o mês passado em queda de 1,24%. Na mesma linha, o grupo Alimentação fechou em queda de 0,35%, pressionado por Alimentação no domicílio (-0,68%). Semi-elaborados (-1,15%), industrializados (-0,89%). Só os in naturas apresentaram alta, de 0,86%. Ainda segundo a Ordem dos Economistas, o grupo Vestuário registrou novamente redução de preços (0,89%). As roupas masculinas apresentaram redução média de 1,45%, as infantis 1,38% e as femininas de 0,89%. Os tecidos, entretanto, apresentaram alta de 1,44%. Destaque entre as altas Entre as altas, destacaram-se as despesas com Saúde (0,76%), Habitação (0,32%), Despesas Pessoais (0,26%) e Educação (0,16%). No item Saúde, as altas vieram dos preços dos remédios e produtos farmacêuticos (0,64%) e serviços médicos (0,81%). No grupo Habitação, as pressões altistas foram exercidas pelo IPTU (2,49%), dos preços do mobiliário (1,46%) e dos artigos eletro-eletrônicos (0,89%). A alta do grupo Despesas Pessoais foi provocada pelos aumentos do ingresso de futebol (23,06%), dos cigarros (2,07%), dos refrigerantes (1,37%) e dos artigos de perfumaria e beleza (1,03%). No grupo Educação, o resultado é conseqüência das altas de 1,65% no preço dos livros didáticos e de 0,66% no preço do material escolar.

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 16h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.