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Inflação pela Fipe da 3ª prévia é a menor para o período

A taxa de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), na terceira quadrissemana de agosto, de 0,11%, é a menor para o período desde junho de 2006, quando o indicador registrou uma deflação de 0,44%. A explicação dos analistas para as previsões de taxas de inflação cada vez menores na cidade de São Paulo é o efeito defasado da redução da tarifa de energia elétrica sobre o indicador.No começo de julho, a Eletropaulo reduziu em 12,66% a tarifa. Nessa terceira parcial do índice, a conta de luz para o consumidor ficou 7,36% mais barata. Na quadrissemana anterior, a luz havia sido reduzida em 5,30%. Em função, principalmente desse serviço, o grupo Habitação, o de maior peso na estrutura do índice, ampliou a queda de 0,63% para 0,81% na mesma comparação.A queda da tarifa de energia tem sido suficiente para fazer frente aos sucessivos aumentos dos preços dentro do grupo Alimentação, apesar de nesta terceira quadrissemana ele já ter mostrado uma aceleração mais discreta. Na terceira quadrissemana, a alta foi de 1,56% ante 1,53% na medição anterior. O segmento leites apresentou uma alta de 5,06% ante uma elevação de 8,68% no levantamento anterior. Na contramão dessa desaceleração, os derivados do leite aceleraram a alta, de 4,54% para 5,06%.CarnesAs carnes, outra fonte de pressão da inflação ao lado dos leites nos últimos meses, já começam a dar algum alívio para a inflação. Subiram 2,99% na terceira quadrissemana de agosto ante 4,04% na medição anterior. Os derivados aprofundaram mais a queda, de 0,39% na quadrissemana passada para 0,63% agora. O problema, segundo analistas, é que a inflação dos alimentos não é um fenômeno restrito ao mercado interno. É mundial e tende a se manter por mais tempo, especialmente no segundo semestre, quando os impulsos para o consumo são mais intensos.Em algum momento, os benefícios da redução da tarifa de energia elétrica vão desaparecer, deixando sobre o índice as pressões dos alimentos livres. Sem contar que o grupo Vestuário já começa a reduzir a velocidade de queda em resposta à entrada no mercado das primeiras peças da coleção primavera/verão. Na terceira quadrissemana, os preços dos artigos de vestuário caíram 0,89%. Na parcial anterior a queda tinha sido maior, de 1,24%.Os preços industrializados no atacado já passaram do terreno negativo para o positivo e, em algum momento, esse efeito poderá chegar mais intensamente ao varejo. Os alimentos industrializados na Fipe já subiram 1,02% nas segunda e terceira quadrissemanas de agosto.

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