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Inflação pelo IGP-10 desacelera para 0,07% em novembro

Altas menores nos preços dos produtos do atacado, varejo e construção contribuíram para o resultado

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

17 de novembro de 2009 | 08h21

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de novembro desacelerou para 0,07%, após subir 0,10% em outubro. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 17, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula o índice inflacionário. A elevação menor deveu-se à uma desaceleração nos três indicadores que compõem o índice. 

 

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O Índice de Preços por Atacado - 10 (IPA-10) subiu 0,08% em novembro, em comparação com a alta de 0,09% no mês passado. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) teve elevação de 0,02% este mês, após registrar alta de 0,11% em outubro. Já o Índice Nacional de Custos da Construção - 10 (INCC-10) apresentou avanço de 0,11% em novembro, em comparação com a elevação de 0,20% em outubro.

 

Até novembro, o IGP-10 acumula quedas de 1,62% no ano e de 1,59% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 desse mês foi do dia 11 de outubro a 10 de novembro.

 

Atacado

 

Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 0,45% em novembro, em comparação com a queda de 1,18% em outubro. Já os preços dos produtos industriais no atacado apresentarem queda de 0,04% em novembro, em comparação com o aumento de 0,50% em outubro. Os preços das matérias primas brutas, por sua vez, subiram 0,04% este mês, em comparação com a queda de 0,54% em outubro.

 

Na análise dos preços por produtos, as altas mais expressivas no atacado foram registradas em cana-de-açúcar ( 4,31%); álcool etílico hidratado ( 14,43%); e tomate (29,07%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em leite in natura (-6,65%); mamão (-29,96%); e ovos (-5,35%).

 

Até novembro, o IPA-10 (que representa 60% do total do IGP-10) acumula quedas de 4,12% no ano e de 4,33% em 12 meses.

 

Varejo

 

A taxa menor do IPC-10, de outubro para novembro (de 0,11% para 0,02%) foi influenciada por quedas e desacelerações de preços em quatro das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador de varejo. É o caso de Habitação (de 0,57% para 0,33%); Despesas Diversas (de 0,68% para -0,35%); Alimentação (de -0,66% para -0,75%); e Vestuário (de 0,77% para 0,54%).

 

Na análise por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo no IGP-10 de novembro foram registradas em tomate (22,19%); cebola (19,05%); e batata-inglesa (8,03%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em leite tipo longa vida (-9,19%); mamão da Amazônia - papaya (-24,73%); e manga (-34,72%). O IPC-10 acumula altas de 3,81% no ano e de 4,46% em 12 meses até novembro.

 

Construção

 

A taxa menor apurada para o INCC-10, de outubro para novembro (de 0,20% para 0,11%) foi influenciado por um cenário de inflação mais fraca no setor de materiais, equipamentos e serviços (de 0,29% para 0,11%).

 

Na avaliação do comportamento dos preços no âmbito de produtos, as altas de preço mais expressivas na construção civil foram registradas em tijolo/telha cerâmica (0,80%); refeição pronta no local de trabalho ( 1,08%); e aluguel de máquinas e equipamentos ( 0,57%).

 

Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em condutores elétricos (-3,80%); vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,79%); e madeira para telhados (-0,75%). Na construção civil, o INCC-10 acumula aumentos de 3,04% no ano e de 3,38% em 12 meses até novembro.

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