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Inflação pelo IGP-10 é a mais baixa desde julho de 2007

Indicador subiu 0,38% em agosto, ante elevação de 2% em julho; resultado está dentro das estimativas

Alessandra Saraiva, da Agência Estado, e Reuters,

18 de agosto de 2008 | 08h24

A inflação pelo Índice Geral de Preços-10 teve uma forte desaceleração em agosto, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. O indicador subiu 0,38% neste mês, ante elevação de 2% em julho. Foi a menor taxa registrada nesse tipo de indicador desde julho do ano passado, quando o índice apresentou elevação de 0,22%. A informação é baseada em tabela contendo a série histórica do indicador, fornecida pela FGV.  Veja também:Com alimentos, inflação pelo IPC-S é a menor desde março Inflação pelo IGP-10 desacelera e sobe 0,38% em agostoIPCA desacelera a 0,53% em julho ajudado por alimentosComo investir seu dinheiro no período de inflação  De olho na inflação, preço por preço Entenda os principais índices Entenda a crise dos alimentos   Segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o enfraquecimento do IGP-10, entre julho e agosto (de 2% para 0,38%) foi a mais intensa desaceleração mensal no resultado do índice desde janeiro de 2003, quando o índice subiu 2,29% após registrar alta de 4,87% em dezembro de 2002. De acordo com ele, apenas a movimentação de preços de três produtos no atacado foram responsáveis por mais de 40% da desaceleração da taxa do índice, de julho para agosto. É o caso de soja em grão (de 12,88% para -6,51%); bovinos (de 11,15% para 0,72%); e milho (de 6,93% para -3,73%). Mas em termos gerais, os comportamentos de preços dos produtos agropecuários no atacado, e dos alimentos no varejo, estão apresentando queda ou desaceleração. Isso ajudou a derrubar o IPA (de 2,54% para 0,25%) e o IPC (de 0,65% para 0,36%) no período. "Mas o IPA, por ter mais peso e ter desacelerado mais, teve maior contribuição na taxa menor do IGP-10", disse. No atacado, houve taxas menores de inflação, ou até deflação, tanto nos preços dos itens agropecuários (de 4,66% para -1,98%); quanto nos itens industriais (de 1,71% para 1,13%). Mas o setor agropecuário foi o que mais pesou na formação da taxa menor do IPA - e, por conseqüência, na do IGP-10 de agosto. "Houve uma desaceleração de preços ampla, geral e irrestrita nos preços dos produtos agropecuários no atacado", disse, acrescentando que não são somente as commodities que estão com os preços comportados no atacado. Entre os destaques de quedas de preços no setor atacadista, que não são relacionadas às commodities, estão a do tomate (-12,76%); e a do leite in natura (-3,25%). O preço dos alimentos vem caindo há algumas semanas. Este movimento é explicado pela forte queda do preço das commodities no exterior. O fato é que o preço de alguns produtos subiram muito com a expectativa de demanda maior e como ativos para especulação financeira. Esta tendência de alta foi revertida nos últimos dias e o preço dos alimentos despencaram no exterior. Além disso, a queda do preço do petróleo contribui para a queda das cotações agrícolas, pois reduz o custo com transportes. Sem surpresas O resultado ficou dentro das estimativas das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam uma taxa entre 0,20% e 0,56%, e foi inferior à da mediana das expectativas (0,40%). Até agosto, o IGP-10 acumula elevações de 9,06% no ano e de 14,42% em 12 meses. Entre os três indicadores que compõem ao IGP-10, o Índice de Preços por Atacado (IPA) avançou 0,25% no mês, ante alta anterior de 2,54%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,36% em agosto, após variação positiva de 0,65% em julho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou elevação de 1,43%, ante alta de 1,50% no mês anterior. O IGP-10 foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de julho e 10 de agosto. Texto ampliado às 13h43

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