Coluna

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Inflação pelo IGP-DI recua para 0,24% em setembro

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro subiu 0,24%, ante aumento de 0,41% em agosto, segundo informação divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta-feira. O resultado ficou dentro das previsões dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 0,20% a 0,33%, e abaixo da mediana das expectativas (0,26%).O IGP-DI acumula altas de 2,11% em 2006 e de 3,16% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do índice de setembro foi entre os dias 1º a 30 do mês.A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o índice de setembro. O Índice de Preços no Atacado - Disponibilidade Interna (IPA-DI), que representa 60% do total do IGP-DI, teve aumento de 0,28% ante alta de 0,53% em agosto.Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Disponibilidade Interna (IPC-DI), que tem participação de 30% no total do IGP-DI, apresentou taxa positiva de 0,19% em setembro ante elevação de 0,16% em agosto. Já o Índice Nacional do Custo da Construção Civil - Disponibilidade Interna (INCC-DI), que representa 10% do IGP-DI, subiu 0,11% em setembro ante aumento de 0,24% em agosto.AtacadoAté o mês de setembro, o IPA-DI acumula altas de 2,22% em 2006 e de 3,13% em 12 meses, segundo a FGV. De acordo com a Fundação, até setembro, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam queda de 0,05% no ano, mas registram elevação de 1,98% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais registram elevações de preços de 2,93% no ano e de 3,48% em 12 meses.Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais registram aumentos de 0,61% no ano e de 3,04% em 12 meses até setembro.Por sua vez, os preços dos bens intermediários acumulam altas de 3,57% no ano e de 3,48% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram elevações acumuladas de 1,69% no ano, e de 2,50% em 12 meses até setembro.Por produtos, as altas de preço mais expressivas, no atacado em setembro, foram registradas nos preços de bovinos (3,17%); milho em grão (4,08%) e laranja (11,70%). Já as quedas mais expressivas nos preços do atacado em setembro, foram registradas nos preços do querosene para motores (-6,67%); açúcar cristal (-10,42%); e álcool etílico hidratado (-3,02%).VarejoNo varejo, o IPC-DI acumula elevações de preços de 1,04% no ano e de 2,51% em 12 meses até setembro. De acordo com a FGV, a aceleração na taxa do IPC-DI, de agosto para setembro, que subiu de 0,16% para 0,19%, foi impulsionada pela elevação de preços mais intensa, no período, no grupo Habitação (de 0,04% para 0,33%); e pelo fim da deflação nos preços de Vestuário (de -1,11% para 0,70%).Das sete classes de despesa pesquisadas para cálculo do IPC-DI, cinco registraram aceleração ou fim de deflação de preços, de agosto para setembro. Além de Habitação e Vestuário, é o caso de Saúde e Cuidados Pessoais, que pulou de 0,09% para 0,34%; Educação, Leitura e Recreação, que ficou em 0,16% ante 0,10% do mês anterior; e Despesas Diversas, que subiu de -0,10% para 0,47%.Apenas dois grupos registraram retorno à queda de preços de preços, como Alimentação, que caiu de 0,70% para -0,05% e Transportes, de 0,07% para -0,03%.Por produtos, as altas de preços mais expressivas, no varejo em setembro, foram registradas nos preços de taxa de água e esgoto residencial (3,28%); tomate (21,16%) e limão (26,57%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas nos preços de mamão da amazônia - papaya (-6,67%); leite tipo longa vida (-2,19%); e cebola (-15,38%). Construção CivilNa construção civil, o INCC-DI acumula elevações de 4,21% no ano e de 5,09% em 12 meses até setembro. Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do INCC-DI, de agosto para setembro, a taxa caiu de 0,24% para 0,11%, foi resultado das elevações de preços menos intensas em materiais e serviços (de 0,32% para 0,18%) e mão-de-obra (de 0,14% para 0,04%), no período.Por produtos, as altas de preço mais expressivas, na construção civil em setembro, foram registradas nos preços de metais para instalações hidráulicas (0,65%); perna 3x3/estronca de 3º (0,97%) e refeição pronta no local de trabalho (0,34%).Já as mais expressivas quedas de preço foram registradas em azulejo (-0,60%); tábua de 3ª (-0,24%); e elevador - social e serviço, que apresentou queda de -0,15%.

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