Inflação pelo IGP-M acelera para 1% em fevereiro

Índice apresentou aumento de 0,79% no mês anterior; maior pressão veio dos preços atacadistas 

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2011 | 08h10

A inflação medida pelo IGP-M acelerou este mês, e subiu 1,00% em fevereiro, após apresentar aumento de 0,79% em janeiro. A informação foi anunciada nesta sexta-feira, 25, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam um resultado entre 0,90% e 1,17%, e foi igual à mediana das projeções (1%).

A taxa acumulada do IGP-M é muito usada no cálculo de reajustes de aluguel. Até fevereiro, o indicador acumula taxas de inflação de 1,80% no ano e de 11,30% em 12 meses.  

Atacado

O Índice de Preçso do Atacado (IPA-M) subiu 1,20% no segundo mês do ano, após avançar 0,76% no mês passado, e acumula alta de 1,97% no ano e 13,93% em 12 meses - o IPA-M representa 60% do total do IGP-M

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados, as altas de preços mais expressivas no atacado em fevereiro no âmbito do IGP-M ficaram concentradas nas commodities. Os aumentos mais significativos foram registradas em milho em grão (9,84%); algodão em caroço (18,40%); e minério de ferro (3,80%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em fevereiro, foram apuradas em suínos (-9,83%); carne bovina (-3,25%); e feijão em grão (-10,35%).

Varejo

Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) apresentou aumento de 0,67% este mês, em comparação com a alta de 1,08% no mês passado. O índice, que representa 30% do IGP-M, ainda acumula altas de 1,76% no ano e de 5,96% em 12 meses até fevereiro

Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M, de janeiro para fevereiro (de 1,08% para 0,67%) foi influenciada principalmente por perda de força na inflação dos alimentos (de 1,47% para 0,24%). Nesta classe de despesa houve quedas e desacelerações de preços em produtos importantes no cálculo da inflação varejista, como frutas (de 1,87% para -1,41%), carnes bovinas (de -0,58% para -2,91%) e hortaliças e legumes (de 9,35% para 6,42%).

Os alimentos não foram os únicos produtos dentro do varejo a mostrar decréscimo em sua taxa de variação de preços. Mais quatro classes de despesa, entre as sete pesquisadas, fizeram o mesmo. É o caso de vestuário (de 0,35% para -0,55%); saúde e cuidados pessoais (de 0,53% para 0,33%); transportes (de 1,94% para 1,82%); e educação, leitura e recreação (de 2,75% para 1,63%).

Já as duas classes de despesa restantes apresentaram aceleração de preços, no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,22% para 0,51%); e despesas diversas (de 0,95% para 1,57%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo, no IGP-M de fevereiro, foram registradas em tarifa de ônibus urbano (3,47%); tomate (18,71%); alface (19,95%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-9,91%); limão (-24,29%); file mignon (-12,22%).

Construção

Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC-M), que representa 10% do total do IGP-M, registrou taxa positiva de 0,39% em fevereiro, após registrar elevação de 0,37% em janeiro. A inflação na construção civil medida pelo INCC-M acumula altas de 0,76% no ano e de 7,46% em 12 meses até fevereiro.

De acordo com a fundação, a leve aceleração de preços no setor, medida pela taxa do INCC-M, de janeiro para fevereiro (de 0,37% para 0,39%), foi influenciada por taxa de inflação mais intensa em materiais, equipamentos e serviços (de 0,42% para 0,65%).

Entre os produtos analisados na construção, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no âmbito do IGP-M foram registradas em condutores elétricos (4,92%); taxas de serviços e licenciamentos (2,12%); e vale transporte (2,46%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em massa de concreto (-0,58%); tubos e conexões de PVC (-0,16%); tábua de 3ª (-0,27%).

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