Inflação pelo IGP-M acumula alta de 13,44% em 12 meses

Índice que reajusta aluguéis sobe 1,98% em junho e tem maior alta em 5 anos, mas fica dentro das estimativas

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

27 de junho de 2008 | 08h13

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) em junho subiu 1,98%, em comparação com a alta de 1,61% apurada pelo índice em maio. Trata-se da maior taxa para esse índice desde fevereiro de 2003, quando o IGP-M subiu 2,28%. Até junho, o indicador, usado para reajustar preços de aluguel, acumula elevações de 6,82% no ano e de 13,44% em 12 meses. As informações foram anunciadas nesta sexta-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).   Veja também: Entenda os principais índices de inflação  Entenda a crise dos alimentos    A taxa, porém, ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo Agência Estado, que esperavam um resultado entre 1,75% e 2,10%, e foi superior à mediana das projeções (1,89%).  O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 20 de junho.   A FGV anunciou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M de junho. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,27% em junho, ante avanço de 2,01% em maio. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou aumento de 0,89% em junho, em comparação com a elevação de 0,68% em maio. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa positiva de 2,67% em junho, ante alta de 1,10% em maio.   No varejo, os destaques ficaram por conta da movimentação de preços nos grupos Alimentação (de 1,77% para 2,20%) e Habitação (de 0,02% para 0,41%). Na primeira classe de despesa, houve aumentos mais intensos nos preços de arroz e feijão (0,56% para 11,16%) e de carnes bovinas (2,79% para 6,72%). Já na segunda, a maior influência para a taxa maior partiu da deflação mais fraca do item tarifa de eletricidade residencial (-2,02% para -0,39%).   Ao analisar a movimentação de preços no âmbito dos produtos, a FGV informou que as altas de preço mais expressivas no varejo foram registradas em arroz branco (17,61%); batata-inglesa (12,98%); e carne moída (8,12%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em mamão da amazônia - papaya (-31,33%); laranja pêra (-9,46%); e cebola (-6,24%).   Já a aceleração de preços na construção civil, de maio para junho (de 1,10% para 2,67%), foi influenciada por elevações de preços mais intensas em materiais e serviços (de 1,23% para 1,73%); e mão-de-obra (de 0,96% para 3,75%).     Atacado   Os preços dos produtos agrícolas subiram 3,35% em junho, em comparação com a alta de 2,29% em maio, no âmbito do IGP-M. Eles têm aumentos acumulados de 8,35% no ano e de 37,63% em 12 meses. De acordo com a fundação, os preços dos produtos industriais registraram alta de 1,86% em junho, ante avanço de 1,91% em maio. Esses itens acumulam elevações de 7,88% no ano e de 10,62% em 12 meses   Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram taxa positiva de 3,11% em junho, ante elevação de 3,38% em maio. Elas acumulam elevações de 11,08% no ano e de 38,40% em 12 meses, até junho.   Na análise por produtos, as altas de preços mais expressivas no atacado em junho foram registradas em bovinos (9,54%); soja em grão (6,28%); e adubos e fertilizantes compostos (7,63%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado em junho, foram apuradas em milho em grão (-5,52%); laranja (-12%); e algodão em caroço (-5,53%).

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