Inflação pelo IPC-S cai pela 6ª vez seguida

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou a sexta queda consecutiva, com taxa de 0,74% em sua edição de 26 de maio. O resultado anterior, de até 17 de maio, foi de 0,83%. O dado foi divulgado hoje à noite pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).Apesar de a instituição destacar a desaceleração de 0,09 ponto percentual entre os resultados da duas edições do índice, a FGV considera que, "uma taxa de 0,74% ao mês equivale a 9,25% ao ano, porcentual que excede a meta de inflação estabelecida pelo governo para este ano, de 8,5%. Por isto, apesar da tendência indiscutível de diminuição, a taxa ainda é considerada alta." O IPC-S é divulgado todas as segundas-feiras pela FGV.Dos sete grupos que compõem a formação do IPC-S, quatro apresentaram desaceleração dos preços: alimentação (passou de 0,38% para 0,25%); habitação (1,69% para 1,64%); educação, leitura e recreação (0,67% para 0,66%) e transportes (que foi de deflação de 0,03% para queda de 0,50%).Os três grupos a apresentarem aceleração de preços no IPC-S foram: vestuário (que passou de 1,17% para 1 36%); saúde e cuidados pessoais (0,65% para 0,70%) e despesas diversas (de 1,01% para 1,23%).As tarifas públicas e preços administrados começam a diminuir a influência no IPC-S, e não ocupam mais todas as quatro primeiras posições de maior impacto, entre os produtos. Por itens, as mais expressivas altas foram registradas nos preços de eletricidade residencial (6,95%), mamão da amazônia (21,99%) arroz branco (10,21%) e leite tipo longa vida (3,75%).Por regiões, o desempenho da inflação medida pelo IPC-S é positivo: das 12 capitais pesquisadas pela FGV, nove apresentaram desaceleração no indicador de até 26 de maio, ante o de até 17 de maio. A maior taxa de inflação, de 1,79%, foi registrada em Recife e a menor taxa, de 0,14% foi verificada em Curitiba.

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