Inflação pelo IPC-S recua para 0,80% na 3ª prévia de abril

Os grupos Alimentação, Educação e Vestuário registraram aumento de preços menor no período

Daniela Amorim, da Agência Estado,

25 de abril de 2011 | 08h14

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) foi de 0,80% na quadrissemana encerrada em 22 de abril (terceira prévia do mês), o que indica uma desaceleração ante a taxa de 0,83% registrada na prévia anterior, segundo informou nesta segunda-feira, 25, a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A principal contribuição para a taxa menor registrada pelo IPC-S, que passou de 0,83% para 0,80% entre a segunda e a terceira quadrissemanas de abril, partiu do grupo Alimentação, cuja variação desacelerou mais uma vez, saindo de 1,10% para 0,91% no período.

Entre os itens do grupo Alimentação, que tem forte peso no indicador, hortaliças e legumes desaceleraram a alta de 5,83% para 3,71%. Nesse quesito, as maiores reduções foram verificadas no tomate (de +0,20% para -12,77%), limão (de -13,84% para -14,10%), laranja-lima (-13,23% para -16,14%), abacaxi (-3,20% para -5,80) e maracujá (de -20,64% para -14,59%).

Em compensação, entre as maiores altas do período verificadas no âmbito do IPC-S, figuram três itens alimentícios, ao lado da gasolina (de 3,76% para 4,66%) e do álcool combustível (de 14,01% para 12,59%). São eles: batata-inglesa (de 19,51% para 20,88%), leite tipo longa vida (de 2,65% para 3,29%) e cebola (de 30,42% para 22,03%).

Ao lado do grupo Alimentação, outras duas das sete classes de despesas do IPC-S registraram desaceleração da alta de preços: Educação, Leitura e Recreação (de 0,48% para 0,36%) e Vestuário (de 1,08% para 1,06%). Entre os destaques, o item passagem aérea saiu de uma alta de 4,99% para +3,08%, enquanto as roupas femininas passaram de +1,73% para +1,48%.

Em contrapartida, subiram as variações de preços nas classes Despesas Diversas (de 0,34% para 0,53%), Transportes (de 1,71% para 1,82%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,81% para 0,87%) e Habitação (de 0,35% para 0,38%), com destaque para cigarro (de 1% para 1,57%), medicamentos em geral (1,29% para 1,71%) e tarifa de eletricidade residencial (0,28% para 0,45%).

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