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Inflação pelo IPCA-15 acelera a 0,49% com pressão de alimentos

Produtos alimentícios foram responsáveis, sozinhos, por 0,20 ponto porcentual do índice, ou 42% da taxa mensal

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

26 de novembro de 2008 | 09h08

Os alimentos voltaram a disparar os preços no IPCA-15 de novembro. A inflação medida pelo indicador subiu para 0,49% no mês, ante 0,30% em outubro, segundo divulgou nesta quarta-feira, 26, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os produtos alimentícios registraram alta de 0,90%, ante 0,05% no mês passado, e foram responsáveis, sozinhos, por 0,20 ponto porcentual, ou 42% da taxa mensal.   Veja também: Inflação não ficará no centro da meta em 2009, dizem analistas Refeição fora de casa é a vilã da inflação em 2008 Entenda os principais índices   O resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) veio dentro das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (0,45% a 0,57%) e esbarrou na mediana de 0,50%. No ano, o indicador acumula alta de 5,79% e em 12 meses, de 6,54%.   A alta dos alimentos foi influenciada especialmente pelo item carnes, que aumentou 4,52% e registrou a maior contribuição individual, de 0,10 ponto porcentual, para o IPCA-15 no mês. Outros destaques de reajustes no mês ficaram com o feijão preto (7,65%), açúcar refinado (5,13%), carne-seca (4,55%), frango (1,86%), arroz (1,33%) e leite pasteurizado (1,18%).   Por outro lado, os preços de alguns itens alimentícios subiram menos como a refeição consumida fora do domicílio (de 0,84% em outubro para 0,68% em novembro), ou registraram queda, como o feijão carioca (de 3,29% para -2,54%).   Já os produtos não alimentícios registram em novembro variação de 0,37%, exatamente a mesma apurada no índice de outubro. Segundo destacam os técnicos do IBGE no documento de divulgação da pesquisa, alguns itens importantes na despesa das famílias apresentaram desaceleração de outubro para novembro, com destaque para os artigos de vestuário (1,24% para 0,56%); os artigos para reparos de residência (1,89% para 1,50%); o salário dos empregados domésticos (1,11% para 0,85%) e a taxa de água e esgoto (1,37% para 0,15%).    Foram apuradas acelerações nos reajustes, ainda no grupo dos não alimentícios, em itens como energia elétrica (de -0,26% em outubro para 0,36% em novembro), gasolina (de 0,01% para 0,33%) e condomínio (de -0,15% para 0,30%).

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