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Inflação pelo IPCA-15 tem maior alta em quase oito anos

Índice avançou 0,97% em fevereiro, pressionado pelos reajustes das mensalidades escolares

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2011 | 09h08

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) atingiu 0,97% em fevereiro deste ano, a maior taxa para este tipo de indicador desde abril de 2003, quando o índice subiu 1,14%. Em janeiro, o índice havia avançado 0,76%.

O resultado, divulgado nesta terça-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro.

O IBGE informou que a taxa anunciada hoje foi superior à apurada em igual mês no ano passado, em fevereiro de 2010, quando o IPCA-15 subiu 0,94%. Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 1,74% no ano e de 6,08% em 12 meses, até fevereiro deste ano.

Educação

A inflação do grupo educação, cujos preços subiram 5,88% em fevereiro, foi a principal contribuição para a taxa do IPCA-15 deste mês. Segundo o IBGE, somente os preços de educação responderam com 0,41 ponto porcentual do resultado do índice em fevereiro, o que representa 43% do índice do mês.

O IBGE informou que este comportamento dos preços de educação refletem os reajustes de mensalidades que ocorrem no início do ano letivo. Entre os destaques citados pelo instituto, está o aumento de 6,41% para cursos de ensino formal, que foram a maior contribuição individual do mês, e responderam por 0,31 ponto porcentual do IPCA-15 de fevereiro.

Alimentos

A inflação dos alimentos perdeu força no IPCA-15. Segundo o IBGE, o aumento de preços no setor de alimentação desacelerou de 1,21% em janeiro para 0,57% em fevereiro, dentro do IPCA-15 - cujo resultado de fevereiro foi anunciado hoje pelo instituto.

Segundo o IBGE, uma das maiores contribuições para este resultado partiu do comportamento das carnes, que mostraram queda de 1,87% no IPCA-15 deste mês. Outros destaques de alimentos que também mostraram taxa negativa de preços, em fevereiro, foram feijão carioca (-11,66%), batata-inglesa (-9,15%), feijão preto (-4,43%), arroz (-1,38%) e frango (-1,17%).

Cinco grupos aceleram os preços

Entre as nove classes de despesa pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram aceleração de preços de janeiro para fevereiro, no âmbito do IPCA-15.

Segundo o IBGE, as classes de despesa que apresentaram inflação mais intensa foram saúde e cuidados pessoais (de 0,35% para 0,52%); despesas pessoais (de 0,74% para 1,17%); educação (de 0,27% para 5,88%); comunicação (de 0,23% para 0,24%); e transportes (de 0,89% para 1,04%).

No caso de transportes, o IBGE informou que o comportamento do grupo deve-se aos reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos, cujos preços subiram 3,37% em fevereiro. Isso representou uma contribuição de 0,13 ponto porcentual no IPCA-15 do mês, a segunda maior contribuição individual na formação da taxa do indicador de fevereiro.

Já os grupos restantes apresentaram desaceleração de preços ou retorno à deflação, de janeiro para fevereiro. É o caso de alimentação (de 1,21% para 0,57%); habitação (de 0,60% para 0,28%), vestuário (de 0,83% para 0,13%) e artigos de residência (de 0,58% para -0,13%).

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