Inflação pode segurar queda dos juros

O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado medido entre os dias 15 de julho e 15 de agosto (IPCA-15), que subiu 1,99%, foi pressionado principalmente pelos combustíveis, que registraram alta média de 17,52%. O álcool aumentou 20,70% e a gasolina 16,90%. O gás de bujão subiu 12,54%. O grupo alimentação e bebidas foi outro que pressionou, com alta de 2,50%. A alimentação no domicílio encareceu em média 3,20%.O IPCA-15 de agosto ficou acima de 2% em cinco das onze áreas pesquisadas. Curitiba teve a inflação mais alta com 2,50%. A menor inflação das onze localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi a de Belém, de 1,33%, ainda assim maior que a média do IPCA divulgado em 15 de julho, que foi de 0,78%. Amanhã, a Fundação Getúlio Vargas divulga o Índice de Geral dos Preços do Mercado (IGP-M) já fechado de agosto. Em julho, o IGP-M foi de 1,57%. Os analistas acreditam que o índice deste mês possa passar dos 2%. O mercado continua atento aos números, que certamente servirão para balizar a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que ocorre nos dias 19 e 20 de setembro.

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