Inflação poderá ser negativa em fevereiro e março, diz Heron

O coordenador de Pesquisa da Fipe, Heron do Carmo, previu hoje que a taxa de inflação medida pelo IPC-Fipe em São Paulo poderá fechar os meses de fevereiro e março com taxas negativas. Segundo ele, a expectativa é de que a partir de agora os fatores que pressionaram a inflação de janeiro não devem contribuir para a alta dos preços ao consumidor. O grupo Educação, que em janeiro apresentou alta de 4,61% dando uma contribuição de 0,17 ponto porcentual para a composição do índice, deverá zerar a partir deste mês. O mesmo poderá acontecer com gás de cozinha, que encerrou o mês passado com alta de 13,80%. Outro grupo que contribuiu significativamente para a alta da inflação em janeiro foi o de Alimentação, com alta de 0,90% e com perspectivas de zerar também este mês. Heron acredita que a colheita de hortifrutigranjeiros deverá ser regularizada com a diminuição das chuvas. O IPTU, apesar de começar a aparecer no índice da Fipe a partir de fevereiro, não exercerá a mesma pressão dos anos anteriores, isso porque o índice da Fipe é calculado com base na renda das famílias que ganham de um a vinte salários mínimos por mês, com predominância das famílias de baixa renda. Como o IPTU está sendo reduzido para beneficiar essa classe, Heron acredita que o efeito do imposto no IPC-Fipe será mais de redução do que de aumentos. Outra variável favorável para a queda da inflação nos próximos dois meses será o fim do racionamento de energia elétrica e a conseqüente retirada da sobretaxa das contas de energia elétrica dos consumidores que gastam além da meta estabelecida pelo governo. "Até que enfim o governo começa a falar na retirada da sobretaxa juntamente com o fim do racionamento. Se isso ocorrer o IPC-Fipe ganhará um alívio de 0,37% ponto porcentual só por conta de energia", disse ele.

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