Inflação pressionada mas mercado aguarda a ata

Hoje pela manhã forma divulgados dois índices de inflação que deverão repercutir nas operação ao longo do dia. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe da terceira quadrissemana de fevereiro acusou alta de 0,28% perto do teto das previsões, que apontavam para uma taxa entre 0,10% e 0,32%. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) mostrou elevação de 0,44% também na parte de cima das previsõs que apontavam para uma taxa entre 0,30% e 0,44%. À tarde será conhecida a terceira prévia do IGP-M da FGV, cuja estimativa é de uma variação entre zero e 0,15%.Para profissionais, o fato de os índices terem ficado na banda de cima das expectativas não gera tantas surpresas. Afinal, o próprio presidente do Banco Central (BC), Armínio Fraga, disse que a convergência da inflação para o centro da meta de inflação se dará no longo prazo. E deixou claro ao mercado que, este ano, não haverá problemas em ultrapassar os 3,5%. "O discurso de Fraga já explicou esses resultados de inflação", observa um operador.O que deve produzir um impacto mais intenso sobre o humor do mercado será a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá ser divulgada amanhã. É esse documento que esclarecerá as razões da decisão de corte da taxa de juros básica - Selic - na última reunião. Também indicará se o corte foi pontual ou se prosseguirá lenta e gradualmente, como espera o mercado. "Com base nas atas anteriores, o juro não poderia cair. Então, a ata de amanhã esclarecerá as razões da queda, qual é a linha de raciocínio do BC e o que ela sugere para o futuro da Selic", observa um operador.O mercado continua na expectativa da aprovação do destaque que elimina a cobrança da CPMF em Bolsa. Nos EUA serão divulgados os dados sobre encomendas de bens duráveis. O presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, fala às 12 horas e a expectativa é de que ele confirme as análises do mercado norte-americano de que a recessão da maior economia do planeta foi superada.Números do mercadoHá pouco, o dólar comercial estava cotado a R$ 2,3820 na ponta de venda dos negócios, em queda de 0,54%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em alta de 0,90%. Os contratos de swap (troca) de títulos prefixados por pós-fixados com período de um ano pagam juros de 18,73% ao ano, frente a 18,70% ao ano ontem.Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - está em alta de 0,43%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - registra alta de 1,05%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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