Inflação recua e desemprego fica estável na zona do euro

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) na zona do euro subiu 3,3% em abril na comparação a abril do ano passado, abaixo do aumento de 3,6% registrado em março, mas acima da meta do Banco Central Europeu (BCE) de "abaixo, mas perto de 2%", mostrou estimativa preliminar da agência oficial de estatísticas da zona do euro, a Eurostat. Economistas esperavam aumento de 3,4% nos preços. A zona do euro é composta por 15 países da Europa que têm em comum o euro como moeda.Foi a primeira vez desde agosto de 2007 que o índice ficou abaixo da taxa do mês anterior, o que sinaliza que a inflação na zona do euro pode ter atingido o pico e gradualmente diminuir, disseram analistas. Os detalhes do índice de preços ao consumidor de abril serão divulgados pela Eurostat em 15 de maio, incluindo o núcleo da inflação, que exclui os preços de energia.DesempregoA taxa de desemprego da zona do euro, sazonalmente ajustada, manteve-se em 7,1% pelo terceiro mês consecutivo em março, à medida que a queda na Alemanha ajudou a compensar a elevação do desemprego na Irlanda e na Espanha, mostraram dados da Eurostat. A taxa ficou em linha com o esperado por economistas.Na Alemanha, a maior economia da região, a taxa de desemprego caiu para 7,3%, de 7,4% em fevereiro. Na França, a segunda maior economia, a taxa se manteve em 7,8% em março. A taxa de desemprego na Espanha subiu para 9,3%, de 9,1% em fevereiro, enquanto a taxa na Irlanda avançou para 5,6%, de 5,4%.A Eurostat informou ainda que a taxa de desemprego na União Européia se manteve em 6,7% em março.ConfiançaAs empresas nos 15 países da zona do euro ficaram mais pessimistas sobre suas perspectivas em abril e a confiança entre os fornecedores de serviços financeiros caiu para recorde de baixa. Com isso, o índice geral de sentimento econômico caiu para 97,1 em abril, de 99,6 em março, de acordo com a pesquisa de sentimento da Comissão Européia. Economistas esperavam 99.O índice de confiança no setor industrial caiu para -2, de zero em março, à medida que as encomendas de exportação caíram, provavelmente refletindo o impacto da valorização do euro sobre a competitividade internacional dos manufatureiros da zona do euro. O declínio ficou em linha com o previsto.A confiança no setor de serviços caiu para 7, de 9 em março, mas os varejistas registraram declínio maior na confiança, para -5 em abril, de 1 em março.O indicador de confiança entre os bancos e outros fornecedores de serviços financeiros recuou para 8 em abril, de 12 em março, a menor leitura desde que a série começou em abril de 2006. Já a confiança dos consumidores se manteve em -12 em abril, enquanto economistas esperavam um declínio para -13. As informações são da Dow Jones.

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