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Inflação recua na Alemanha, dando espaço para BCE cortar juro

A inflação anual desacelerou inesperadamente na Alemanha em outubro, abrindo espaço para o estímulo de um corte de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) no futuro próximo, à medida que a economia da zona do euro se enfraquece.

SARAH MARSH, REUTERS

27 de outubro de 2011 | 12h11

Os preços ainda subiram 2,5 por cento em relação a outubro do ano passado --bem acima da meta do BCE, de pouco menos de 2 por cento. Mas isso deveu-se principalmente aos preços de energia, informou a agência federal de estatísticas nesta quinta-feira, e compara-se à taxa de 2,6 por cento registrada em setembro, quando a inflação subiu inesperadamente para o maior patamar dos últimos três anos.

A inflação manteve-se inalterada na comparação mensal, após aceleração de 0,1 por cento em setembro. Uma pesquisa da Reuters com economistas previa alta de 0,1 por cento no mês e 2,6 por cento no ano.

Os preços ao consumidor harmonizados para comparação com outros países da União Europeia ficaram estáveis em termos mensais e subiram 2,8 por cento no ano a ano. Em setembro, os preços subiram 0,2 por cento e 2,9 por cento, respectivamente.

Durante grande parte do ano, o BCE tem enfrentado o dilema de equilibrar a política monetária para servir à economia forte da Alemanha e às economias periféricas da zona do euro.

Os salários têm subido neste ano, com crescimento mais rápido que o previsto e taxa de desemprego em queda na maior economia da Europa, alimentando temores sobre os efeitos na inflação.

Mas economistas veem a inflação diminuindo, acompanhando o esfriamento da economia, devido à desaceleração global e à incerteza diante da crise da dívida da zona do euro, que impactam o investimento e as exportações.

Além disso, várias autoridades do BCE disseram recentemente que a desaceleração do crescimento econômico na zona do euro como um todo é uma preocupação maior que a inflação.

De acordo com uma pesquisa da Reuters com 70 economistas, a economia da região enfrenta agora chance maior de voltar à recessão e o BCE irá agira para apoiá-la, cortando a taxa básica de juro para 1,25 por cento muito provavelmente em dezembro --mas possivelmente já na próxima semana.

(Reportagem adicional de Madeline Chambers)

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