Inflação reduz ganho com aplicações

Para os investidores, inflação em alta também é sinal de ganhos menores nas aplicações. Isso porque o que o investidor coloca no bolso como ganho de suas aplicações é corroído, em parte, pelo aumento dos preços. Trata-se de um resultado já percebido em agosto. Para se ter uma idéia, dados preliminares fornecidos pela Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) revelam que os fundos de renda fixa prefixados apresentam no acumulado do mês um rendimento de 1,13%. Os fundos DI, que acompanham as oscilações das taxas de juros, acumulam um ganho de 1,07%. No mesmo período, a inflação foi de 2,39%, segundo o IGP-M. No balanço das aplicações, apenas o Ibovespa - Índice que mede a valorização das ações mais negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) - conseguiu superar a inflação, acumulando uma alta de 5,83%. Mas, se considerarmos a rentabilidade média dos fundos de ações, o rendimento foi menor, 2,65% até o dia 30 de agosto. Analistas recomendam investimento em açõesNesse cenário, muitos analistas continuam recomendando o investimento em ações. Eles afirmam que, caso a inflação recue, os juros podem cair novamente e a rentabilidade dos papéis de empresas tende a ser maior do que o ganho com aplicações vinculadas às taxas de juros.Porém, antes de tomar uma decisão, o investidor deve, inicialmente, analisar o período em que poderá ficar com o dinheiro aplicado. O dinheiro do curto prazo, usado para pagar dívidas ou realizar algum projeto, deve ser direcionado para aplicações com risco menor, como os fundos de renda fixa DI. Caso o investidor tenha uma parcela de seus recursos, que pode ficar aplicada até que se consiga o rendimento desejado, as ações são uma boa opção. Vale lembrar que, nesse tipo de investimento, o risco é elevado e não há nenhuma garantia de rentabilidade. Por isso, a indicação é que o investidor destine apenas uma parcela de seus recursos para a compra de ações. Veja no link abaixo mais informações sobre esse tipo de investimento.

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