Inflação semanal é a menor desde setembro

A deflação no preço dos alimentos foi novamente responsável pela queda da inflação semanal, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), de até 7 de junho. Segundo divulgou nesta quinta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV), no período, a taxa passou de queda de 0,19% - apurada até 31 de maio - para retração de 0,28%. O resultado é o menor desde a primeira semana de setembro. O resultado ficou perto do piso das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam algo entre -0,30% e -0,15%; e abaixo da mediana das expectativas (-0,24%). O grupo Alimentação passou de barateamento de 0,94% para queda de 1,38%. Segundo a FGV, foi a queda mais intensa de preços, no âmbito desse grupo, desde a quarta semana de agosto de 2005, quando essa classe de despesa registrou taxa negativa de 1,57%. Dos sete grupos pesquisados para cálculo do índice, apenas o grupo Alimentação registrou queda mais intensa de preços no período. Outros cinco grupos registraram aceleração ou até mesmo deflação mais fraca. É o caso de Vestuário, Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, Transportes e Despesas Diversas. O grupo Habitação, por sua vez, permaneceu estável no período.Produtos Por produtos, as altas de preços mais expressivas foram apuradas nos preços de empregada doméstica mensalista, com 4,35%; plano e seguro saúde, com 1,12%; e gás de botijão, com 1,48%. As mais expressivas quedas ficaram a cargo da batata-inglesa (-16,96%); álcool combustível (-12,82%) e mamão papaya (-26,38%).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.