Inflação surpreende a própria Fipe

A taxa de inflação de 0,30% apurada na cidade de São Paulo na segunda quadrissemana de fevereiro (período de 30 dias encerrado no último dia 15) surpreendeu até mesmo o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo.Ele esperava uma taxa de 0,20% mas acabou sendo surpreendido pelo grupo alimentação, que saiu de uma alta de 0,75% na quadrissemana anterior para 0,85%. O grupo alimentação tem um peso de 22,73%, o segundo maior, na composição do IPC.De acordo com Heron, a elevação foi provocada pelos alimentos in natura, que tiveram seus preços reajustados em 4,24% ante 3,26% na primeira quadrissemana. Esse aumento acabou tendo desdobramentos também no subgrupo alimentação fora do domicílio, que se elevou de 0,72% para 0,88%.Heron esperava para o grupo alimentação como um todo, uma variação de 0,60% ou 0,15 ponto percentual abaixo do verificado na segunda quadrissemana. "Eu imaginava que os alimentos já estivessem agora atingido seu pico de alta, começando a cair a partir da segunda quadrissemana", disse o economista.Ele acrescentou que a queda deve ser adiada para março, postergando a deflação esperada para fevereiro. Diante do comportamento para os alimentos, a previsão de Heron do Carmo é que o índice feche este mês em alta de 0,10%.

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