Inflação vai convergir às 'metas estabelecidas' para dezembro, diz Holland

Secretário da Fazenda também foi perguntado se, agora que IPCA cedeu um pouco, brasileiro pode voltar a comer carne bovina

Francisco Carlos de Assis, Ricardo Leopoldo, Agência Estado

07 de novembro de 2014 | 14h10

O Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Marcio Holland, afirmou que a inflação de 0,42% em outubro cedeu, pois subiu 0,57% em setembro, e apresentou um resultado melhor do que o esperado por analistas de mercado.

"Acreditamos que a inflação deverá ao longo do terceiro trimestre convergir para as metas estabelecidas para dezembro", comentou. 

"É um quadro de inflação benigna porque há menos pressões sobre os itens que compõem a cesta do dia-a-dia das pessoas", destacou. Ele apontou que este resultado favorável da inflação leva em consideração a variação do câmbio registrada há algumas semanas. 

Segundo Marcio Holland, houve inclusive alguma compensação das projeções de inflação de analistas de mercado, que consideravam uma inflação em outubro próxima a 0,48% e com uma taxa de câmbio mais elevada que a atual, ao redor de R$ 2,55. Ele acrescentou também que havia uma avaliação de especialistas de que a elevação dos combustíveis seria maior do que a realizada pela Petrobras ontem. 

Polêmica da carne. Perguntado se agora, com a inflação menor, o brasileiro poderia voltar a comer carne, Holland disse que o cidadão sempre consumiu este alimento e que agora a demanda está aumentado por conta das políticas sociais do governo que tem promovido ganho real de renda à população em geral. 

Recentemente, Holland esteve envolvido em polêmica, quando o preço da carne estava elevado, e sugeriu aos consumidores que substituíssem o produto por outras fontes de proteína, como frango e ovos. 

Ele acrescentou que o brasileiro não está só comprando carnes, mas também outros bens e serviços que não adquiriam antes, entre eles maior acesso a viagens e lazer.

Câmbio. De acordo com Holland, o repasse do câmbio para a inflação precisa ser considerado de forma relativa, pois está vinculado a uma série de fatores, entre eles o ritmo de aquecimento do nível de atividade. 

Holland destacou que o Brasil no segundo semestre está se recuperando, com resultados melhores do que os registrados na primeira metade do ano. Contudo, ele não mencionou que no primeiro semestre o País entrou em recessão, pois apresentou uma queda do PIB de 0,2% no primeiro trimestre e de 0,6% entre abril e junho, na margem. "A economia está se recuperando lenta e gradualmente, mas de forma consistente", comentou. 

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