Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Inflação vai ditar ritmo de flexibilização da política monetária, diz Ilan

No dia da divulgação da ata do Copom, presidente do BC ressaltou a expectativa de que o índice oficial de preços termine o ano em alta de 7%

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 19h48

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o ritmo de flexibilização da política monetária será ditado pelo comportamento da inflação. "Nem mais nem menos", disse, em trecho de entrevista veiculada nesta terça-feira, 25, pelo canal GloboNews. Em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada, o BC decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14% ao ano, a primeira redução desde outubro de 2012.

Antes, em outro trecho divulgado mais cedo pela emissora, Goldfajn disse que o processo de desinflação que ocorre no Brasil poderia ser mais rápido se a economia brasileira fosse menos indexada. "Tudo sobe com a inflação passada", salientou Goldfajn. "Uma vez que a inflação sobe no Brasil, é difícil abaixar", disse, citando como exemplo a mensalidade escolar, que costuma ser reajustada no início do ano.

O presidente do BC, no entanto, ressaltou que a inflação caminha para terminar 2016 com uma queda de 4 pontos porcentuais em relação ao nível do ano passado, quando o IPCA do ano passado ficou em 10,67%. A expectativa do BC para este ano é de 7%. A meta para 2017 e para 2018 é de 4,5%. "Temos uma meta que é desafiadora por causa disso (inércia inflacionária), mas o objetivo é crível, é possível e já está ocorrendo", disse.

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