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Inflação vai superar a meta, diz economista

A alta da projeção do IPCA no cenário de referência de 4,4% no último trimestre de 2012 para 4,9% nos primeiros três meses de 2013, que constam do relatório de inflação divulgado ontem, indica que a inflação deve superar a meta neste ano, mesmo porque aquele índice de preços só sobe no próximo ano e atinge 5,2% no terceiro trimestre, disse a professora da PUC-RJ e diretora da Iepe/Casa das Garças, Monica Baumgarten de Bolle.

RICARDO LEOPOLDO, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h04

"O documento tem um texto esquizofrênico: de um lado, manifesta preocupação com as expectativas de inflação e com o mercado de trabalho, mas de outro sinaliza que há perspectivas favoráveis de desinflação na economia brasileira", destacou.

Para Monica, o fato de a projeção da inflação dar um pulo de 0,5 ponto porcentual do fim deste ano para o começo do próximo permite avaliar que o IPCA em 2012 deve ficar entre e 5% e 5,5%, mais provavelmente entre 5,2% e 5,3%. Ela pondera que, se a estimativa estiver correta, o índice deve atingir 6% em 2013. Seu raciocínio se baseia na elevação de 0,8 ponto porcentual do IPCA de 4,4% em 2012 para 5,2% no ano que vem, apontado pelo cenário de referência do BC.

Ela destaca que as projeções do BC foram realizadas com algumas variáveis, entre elas a Selic a 9,75% ao ano e câmbio a R$ 1,75. Contudo, ressalta que o Copom deve baixar a o juro para 9% em abril, enquanto a cotação do real ante o dólar deve atingir pelo menos R$ 1,80.

Para o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman, as projeções para o IPCA no relatório do BC, especialmente para este ano, não são compatíveis com o aquecimento da economia especialmente no segundo semestre, quando o PIB deve crescer de 4,5% a 5% ao ano. "Aparentemente, o aperto do mercado de trabalho motivado pela aceleração do nível de atividade neste ano não está sendo levado em consideração pelos modelos econométricos do BC, embora essa questão tenha sido abordada no texto do relatório", disse. Segundo ele, um reflexo da melhora do PIB neste ano, que deve crescer 3,5% ante 2,7% em 2011, será a queda da taxa média do desemprego, que, segundo ele, deve baixar de 6% em 2011 para 5,5% em 2012.

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