JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Puxada por combustíveis, inflação em setembro é a maior para o mês em três anos

IPCA subiu 0,48% em setembro; no acumulado em 12 meses subiu 4,53% e rompeu o centro da meta de 4,50% pela primeira vez desde março de 2017

O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2018 | 09h01

RIO - Após registrar a primeira deflação no mês de agosto desde 1998, a taxa de inflação oficial da economia brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,48% em setembro. O resultado foi o mais elevado para o mês desde 2015, quando a taxa subiu 0,54%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A alta no mês foi impulsionada pelo preço dos combustíveis, que subiu 4,18% e passagens aéreas, que aumentaram 16,81%. Combustíveis e Passagens aéreas foram os responsáveis pela alta de 1,69% do grupo dos Transportes em setembro, a maior neste mês. A variação no grupo foi a maior para setembro desde a implantação do Plano Real, superando a taxa de 1,22% alcançada em 1994, ainda nos meses iniciais do plano.

No acumulado em 12 meses, o índice registrou 4,53 e ficou acima do centro da meta de 4,50% pela primeira vez desde março de 2017 (4,57%). A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,34%. 

O resultado ficou no teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma queda desde 0,28% a 0,48%, com mediana positiva de 0,44%.

 

A despeito da estimativa de aceleração do IPCA, o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, ponderou, antes do resultado oficial, que o avanço em 12 meses ainda não é uma ameaça ao centro da meta para o resultado fechado do ano. "Não é nada preocupante ainda, pois estamos abaixo da meta [centro]. Nossa expectativa para o IPCA é de alta de 4,4% em 2018", afirma. Ainda assim, o economista observa que o desfecho da corrida presidencial oferece riscos relevantes ao horizonte inflacionário, especialmente para 2019.

 

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