Inflação voltará para a meta de 4,5% nos próximos trimestres, diz Tombini

Presidente do BC afirmou que o IPCA em 12 meses diminuiu cerca um ponto porcentual, para 5,6%, e convergirá para meta

Agência Estado,

18 de fevereiro de 2014 | 12h33

SÃO PAULO -  O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o ciclo de aperto monetário iniciado em abril passado já está mostrando alguns resultados, visto que a inflação em 12 meses diminuiu cerca de um ponto porcentual, para 5,6%, e voltará para a meta de 4,5% "nos próximos trimestres".

Em entrevista à imprensa estrangeira, Tombini disse que o BC vai fazer o que for preciso para levar a inflação para baixo e manter os mercados de câmbio sob controle. "Nós continuamos mantendo um olhar muito atento sobre os acontecimentos com a inflação. Nós queremos garantir que a inflação continue no seu caminho de queda em 2014 e depois disso", afirmou Tombini.

"O Brasil está em uma condição confortável" para navegar as mudanças na economia global causadas pela redução dos estímulos do Federal Reserve à economia dos EUA e pela desaceleração econômica da China, segundo Tombini. "O Brasil foi um dos primeiros a dizer que a transição deveria ser abordada como positiva", afirmou, destacando a redução dos estímulos como um sinal da recuperação dos EUA.

Tombini disse ainda estar "satisfeito com a comunicação" dos bancos centrais de países desenvolvidos conforme eles desfazem as políticas de estímulo vigentes nos últimos anos, que ajudaram a sustentar o valor do real.

Câmbio. Tombini reafirmou que o câmbio é flutuante e que o atual processo de ajuste é "necessário". Ele classificou o câmbio flutuante como uma "força" no enfrentamento da volatilidade causada pela normalização da política monetária dos Estados Unidos.

"Um ajuste nos preços relativos está ocorrendo. Isso é uma parte necessária do processo de transição e não deveria ser confundido com fragilidade", declarou Tombini. Segundo o presidente do BC, a transição na taxa de câmbio está "acontecendo tranquilamente" e "nós temos instrumentos para tornar o processo mais tranquilo".

Tombini citou os leilões de contratos de swap cambial e disse que como não há falta de moedas centrais no Brasil, não existe necessidade de usar as reservas. No entanto, se a necessidade surgir no futuro, "todos os instrumentos nessa área estão sobre a mesa, em especial as próprias reservas", segundo Tombini.

O Brasil tem mais de US$ 370 bilhões em reservas internacionais, mas até agora limitou as intervenções a leilões de contratos de swap e linhas de crédito denominadas em dólares.

O BC não espera uma recessão, segundo Tombini. "Todas as indicações são de que o PIB do quarto trimestre será positivo", afirmou.

Tombini disse esperar que a meta fiscal do governo para 2014, a ser anunciada até quinta-feira, mantenha a relação entre dívida líquida e PIB em um caminho de queda e que a política fiscal tenha um impacto neutro sobre a economia. Fonte: Market News International.

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