Antonio Bronic/Reuters
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Inflação na zona do euro atinge recorde de 8,6% em junho, ainda sob efeitos da guerra na Ucrânia

Alta recorde amplia pressões para que o Banco Central Europeu aperte sua política monetária; meta local de inflação é de 2%

Sergio Caldas*, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2022 | 07h48

A taxa anual de inflação ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro atingiu a máxima histórica de 8,6% em junho, superando o recorde anterior de 8,1% observado em maio, ainda em meio aos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira, 1, pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado do mês passado ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço da taxa a 8,4%.

Apenas os custos de energia deram um salto anual de 41,9% em junho, impulsionados pelo conflito russo-ucraniano, após subirem 39,1% em maio.

O CPI recorde amplia pressões para que o Banco Central Europeu (BCE) aperte sua política monetária. A meta de inflação do BCE é de 2%.

O núcleo do CPI, que desconsidera os preços de energia e de alimentos, teve acréscimo anual de 3,7% em junho. Neste caso, o projeção do mercado era de aumento maior, de 3,9%.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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