Influência da mulher no consumo continuará a crescer

A importância da mulher nas decisões de consumo das famílias deve crescer nos próximos anos. Com maior participação no mercado de trabalho e independência financeira, as mulheres tendem a ter voz mais ativa nos processo de aquisição de bens e serviços, roubando um pouco do espaço reservado aos homens. A pesquisa "Mulheres, o mercado de trabalho e o consumo", feita pelo Programa de Estudos do Futuro (Profuturo) da Fundação Instituto de Administração, da FEA-USP, revelou que nos próximos dez anos deve crescer a influência feminina nas compras de produtos da linha branca, de móveis e na escolha da escola dos filhos. Na compra de um fogão, por exemplo, 90% dos entrevistados acreditam que a mulher terá forte influência e apenas 7% acham que o poder de decisão será igual ao dos homens. No caso da compra de móveis, 77% acham que o sexo feminino terá maior participação na aquisição, enquanto apenas 2% acreditam na força do homem nesta questão. As proporções se invertem apenas com relação à compra de bebidas: para 72% dos entrevistados, esta decisão ficará com os homens e apenas para 3% as mulheres é que resolverão. A igualdade de forças deve ser verificada na aquisição de eletroeletrônicos, veículos e serviços de lazer e turismo.A evolução da participação da mulher, no entanto, não deve ser acompanhada na mesma velocidade quando se considera o campo profissional. A expectativa é de que em 2014 os homens ainda serão maioria nos cargos de gerência de empresas brasileiras em grande parte dos setores: 68% dos entrevistados acham que os homens terão participação majoritária e só 18% acreditam que a presença será equivalente entre os sexos. A predominância das mulheres nos postos mais elevados deve ficar restrito às empresas dos segmentos de higiene, limpeza e cosméticos, serviços, confecções e têxteis.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.