Influenciada por recuperação externa, Bovespa sobe 1,14%

Depois do sobressalto de segunda-feira com a Standard & Poor''s, que colocou em perspectiva negativa os títulos da dívida norte-americana, o dia foi de recuperação global, com exceção dos mercados asiáticos, mas em ritmo moderado. Balanços favoráveis divulgados nos EUA trouxeram alívio às bolsas e chamaram compras de oportunidade. O Ibovespa subiu 1,14%, para 66.158,09 pontos, beneficiado pela alta de papéis que foram duramente castigados na véspera, como as blue chips Petrobrás (ON + 1,09% e PN, 0,94%) e Vale (ON +0,91% e PNA, 1,17%). As ações da OGX, mais uma vez, foram destaque, mas agora de alta. Mas nem de longe conseguiram apagar o tombo de mais de 17% da segunda-feira. A petroleira do empresário Eike Batista avançou 4,86%. O giro financeiro da Bolsa somou R$ 5,560 bilhões. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,53% e o S&P 500 , 0,57%.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

Às portas do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia hoje sua decisão sobre a taxa básica de juros, a opção pelo aumento da Selic de 0,25 ponto porcentual ganhou mais adeptos e lidera com folga a lista de apostas, embora 0,50 ponto ainda esteja na competição. Os dados de emprego formal, divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, mostrando abertura menor de vagas em março e um primeiro trimestre mais fraco do que o do ano anterior corroboraram as expectativas de um Copom menos agressivo, assim como a tendência de queda do dólar ante o real.

A moeda norte-americana devolveu o ganho de segunda-feira e recuou 0,88%, para R$ 1,576 no balcão. Lá fora, a divisa cedeu ante o euro, refletindo dados europeus positivos e cautela com a situação fiscal nos EUA.

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