ADEK BERRY/AFP
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Corte de nota do Brasil reduz alta da Bolsa; dólar fecha abaixo da cotação de R$ 4

Bovespa desacelerou ganhos após novo rebaixamento do rating brasileiro, mas ainda assim fechou com valorização de 1,67%; notícia surpreendeu o mercado financeiro

Claudia Violante, Fabrício de Castro, O Estado de S. Paulo

17 Fevereiro 2016 | 11h37
Atualizado 17 Fevereiro 2016 | 18h59

A procura pelo risco que pautou os negócios no exterior também encontrou terreno fértil na Bovespa, em dia de exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa. O principal índice da Bolsa brasileira chegou a superar 3% de ganhos na máxima da sessão e recuperar o nível de 42 mil pontos, mas a Standard & Poor's estragou a festa ao rebaixar novamente a nota brasileira, que já não era grau de investimento nesta agência de classificação de risco desde o início de setembro. Ainda assim, a Bovespa terminou em alta de 1,67%, aos 41.630,82 pontos.

No mercado câmbio, contudo, o novo rebaixamento do rating brasileiro não foi suficiente para impedir uma queda de 2,15% do dólar que fechou cotado a R$ 3,9831 nesta quarta-feira. Foi a maior queda porcentual desde 8 de abril de 2015.

O anúncio da S&P aconteceu por volta das 16h30 e pegou o mercado de surpresa, já que o rebaixamento aguardado era o da Moody's, que ainda mantém o Brasil no grupo de países com grau de investimento. O efeito nos ativos foi imediato e a Bolsa chegou a operar abaixo de 1% de ganhos, mas logo se recuperou e, inclusive, chegou a retomar os 2% de valorização. 

Durante o dia, a forte valorização do petróleo deu sustentação às ações globais. Na Nymex, o contrato para março subiu 5,58%, US$ 30,66, e, na ICE, o vencimento de abril acabou a US$ 34,50, com ganho de 7,21%. A alta foi puxada por declarações do ministro do Petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, de que apoia os esforços dos demais países para estabilizar a cotação da commodity. Ele mesmo, no entanto, não se comprometeu com isso, já que seu país está voltando agora ao mercado exportador, com o fim das sanções nucleares ao Irã. 

No Brasil, o exercício de Ibovespa futuro e opções sobre Ibovespa, o fluxo de estrangeiros e a zeragem de posições vendidas também ajudaram a explicar o desempenho desta quarta-feira. 

Petrobrás ON subiu 7,79% e Petrobrás PN, 5,41%, Vale ON, 5,49%, e Vale PNA, 4%. Bradesco PN, +1,10%, Itaú Unibanco PN, +1,09%, BB ON, -0,30%, e Santander unit, +1,30%. Na sexta-feira, haverá vencimento de opções de ADRs em Wall Street e isso pode dar mais um pouco de sustentação à Bovespa passado o exercício de hoje. 

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