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‘Informalidade e pequenos negócios pessoais não nos favorecem’, diz presidente da Alelo

Com queda no emprego formal, velocidade de expansão da companhia, que era de 15% em 2013, caiu para 8% em 2018.

Entrevista com

Cesario Nakamura, presidente da Alelo

Guilherme Guerra, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2019 | 05h00

O desemprego e a informalidade elevada elevada da economia brasileira frearam o ritmo de crescimento da Alelo, empresa de benefícios corporativos controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco. A velocidade de expansão da companhia, que era de 15% em 2013, caiu para 8% em 2018. 

Agora, a companhia vem diversificando o seu leque de produtos para contornar o recuo no número de trabalhadores formais e, consequentemente, de vales-refeição e alimentação, que responde por 85% do seu faturamento anual. Tem investido, por exemplo, em contas digitais com cartões pré-pagos e no Veloe, sistema de pedágio automático lançado neste ano para concorrer com Sem Parar e Connect Car. 

A informalidade tem crescido, principalmente com a alta no número de MEIs (microempreendedores individuais). Como isso afeta a Alelo?

A informalidade não nos favorece e nem os pequenos negócios pessoais, os MEIs, que são empreendedores individuais e não têm empregados. Quando veio a crise e a alta no desemprego, isso nos afetou diretamente. A situação não vai melhorar enquanto o emprego formal não voltar a crescer em ritmo mais acelerado. Tem uma questão estrutural da economia, da qual o nosso mercado de benefícios corporativos é particularmente dependente.

O que a empresa tem feito para compensar esse quadro?

Temos outras famílias de produtos, como os cartões pré-pagos com conta digital, desenhada para o pequeno empreendedor e que faz as funções de uma conta-corrente. É um produto que atende a esse tipo de cliente, mas não dentro do mercado tradicional de cartão de benefícios. Hoje, 85% do faturamento da companhia ainda é vinculado aos produtos tradicionais. Só 15% são desses novos negócios. A ideia é que, em três a cinco anos, esse porcentual suba para 30%. Concorremos com empresas multinacionais desde a constituição da Alelo, que já nasceu inovando há 16 anos. Fomos os primeiros a entrar com o cartão magnético, e depois com chip, e ter aplicativos em iOS e Android. A inovação sempre foi um ponto importante em nosso DNA.

O Veloe vem na esteira de outros dois serviços similares. Qual é o diferencial oferecido?

Trata-se de uma solução completamente digital e mais amigável tanto para a pessoa física quanto jurídica. A gente tem um caminho interessante de aproveitar essa sinergia com a estrutura comercial da Alelo com a Veloe. Meus concorrentes não têm esse negócio. Eles fazem parcerias, mas não têm uma solução integrada como nós. 

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