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Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

‘Informalidade e rotatividade vão diminuir’

Para economista, reforma trabalhista deve diminuir litígios na Justiça e gerar empregos

Entrevista com

José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio

Anne Warth/ BRASÍLIA, Impresso

07 de maio de 2017 | 05h00

A reforma trabalhista vai gerar empregos?

Sim. As empresas vão investir mais nos trabalhadores, elevando a produtividade e gerando crescimento econômico. Atualmente, metade da força de trabalho no Brasil é informal, e o salário médio é de R$ 950,00. Se a CLT fosse tão boa, o salário médio seria bem mais alto. A informalidade e a rotatividade vão diminuir. A China retirou 800 milhões de pessoas da pobreza com relações de trabalho supostamente precárias. A economia cresce mais e os salários são mais altos que no Brasil.

Os litígios e as disputas judiciais serão reduzidos?

Sim. Será o primeiro passo na direção de eliminar a Justiça do Trabalho e reduzir a insegurança jurídica. Um dos maiores passivos das empresas que entram atualmente em recuperação judicial é o trabalhista. Hoje, quando um trabalhador assina um contrato e é mandado embora, ele recorre à Justiça do Trabalho, que muda o contrato inteiro. Com a nova legislação, ela não vai mais poder interferir em itens pequenos, mas importantes, que geram muitos problemas para as empresas.

O trabalho intermitente é um avanço?

Sim. Será mais fácil contratar trabalhadores em tempo parcial, o que vai aumentar a geração de empregos de estudantes e mulheres, que não querem ou podem trabalhar em tempo integral. Esse tipo de contrato será mais comum do que antes e vai reduzir o desemprego no País. 

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